Fotos: Farol de Notícias/Max Rodrigues

Publicado às 04h17 deste domingo (12)

Apesar de estar passando por uma das maiores crises da sua história, com o nível de água do seu reservatório beirando a casa de 4%, o Açude Cachoeira II ainda é sinônimo de vida e esperança.

Uma prova disto foi encontrada por acaso pela reportagem do Farol, quando visitava o açude e se deparou com o Seu Lerinho, um agricultor de 50 anos, que vive e trabalha às margens do Cachoeira.

“Antes eu morava no Gavião, lá em Água Branca e há mais de um ano e seis meses eu moro aqui”, relata Seu Lerinho, que surpreendeu a nossa equipe por estar trabalhando às 11 horas da manhã, sob um sol escaldante e uma temperatura superior aos 40%.

O detalhe importante é que o agricultor está cultivando uma pequena horta, aproveitando a pouca água que ainda resta no reservatório.

“O que planto aqui é só pra minha família comer. É melhor trabalhar debaixo desse sol do que tá tirando (roubar ou assaltar) dos outros e fazendo o que é errado”, disse o orgulhoso agricultor, que com o seu jeito simples nos mostra que com coragem e criatividade é possível devolver a vida ao velho Açude Cachoeira.

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