Do Viral / JC Online

O pátio do Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, foi cenário de uma história digna de enredo de cinema e que terminou de maneira triste. Por três anos, um cão fez do local a sua casa, enquanto esperava seu dono retornar, sem saber que ele já havia falecido no centro médico. Após longos dias de uma espera que parecia não ter fim, Negão, como era chamado, foi atropelado e não resistiu.

O acidente aconteceu na manhã desta terça-feira (15), segundo Beatriz Machado, fundadora da ONG Viva Bicho, que acompanhava o cachorro. Em entrevista ao Gaúcha ZH, ela informou que o animal tomava banho de sol no estacionamento quando foi atingido por um carro, que não o viu na hora. O motorista, ao perceber o que tinha acontecido, tentou ajudar, mas não foi suficiente e Negão veio a óbito.
OS TRÊS ANOS DE ESPERA

O cachorro foi parar no hospital no início de 2016, atrás do seu primeiro tutor, que morava na rua e teve uma infecção generalizada, precisando ser socorrido às pressas pelo Samu. O cãozinho seguiu a ambulância durante todo o trajeto, correndo atrás do carro até o pronto socorro.

Na época, ele não percebeu quando o seu dono deixou o hospital sem vida, e, desde a internação, passou a associar o barulho das sirenes à presença do seu antigo companheiro, ficando sempre ansioso e correndo atrás das ambulâncias que chegavam. Foi com esse comportamento que ele chamou atenção dos funcionários do hospital, que descobriram sua história e resolveram cuidar dele, batizando-o de Negão Cardoso.

QUEM CUIDAVA DO CÃO

Nesses três anos em que ficou pelo pátio do hospital, o cachorro chegou a ser adotado e até mesmo roubado, mas sempre dava um jeito de retornar ao hospital, ainda à espera do primeiro dono. Em determinada época, Negão passou a receber visitas e mimos de muitas pessoas que passavam pelo hospital. Com o tempo, no entanto, a ajuda diminuiu, e ele passou a ser mantido pela ONG Viva Bicho, que oferecia alimentação e banhos.

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