O prefeito Luciano Duque usou de toda franqueza quanto ao futuro do Instituto de Previdência de Serra Talhada (IPPST) admitindo, inclusive, que a situação da previdência na Capital do Xaxado é de total “quebradeira”. Falando a rádio Cultura FM, na manhã desta quinta-feira (22), o petista foi enfático ao dizer que o IPPST está falido e por isso é justificável qualquer intervenção para ressuscitá-lo.

No início da semana, Duque enviou projeto de lei à Câmara Municipal aumentando as alíquotas de contribuição penalizando também o servidor do município. “A Previdência de Serra Talhada está falida e é preciso que haja um aumento da alíquota para reequilibrar essas contas”, disse Luciano Duque.

O prefeito afirmou que o desastre em torno da previdência vem desde o governo do ex-prefeito, já falecido, Sebastião Oliveira. “Este problema é histórico e vem desde a fundação do Instituto de Previdência. Não capitalizaram o instituto. Quem deixou recursos foi o ex-prefeito Tião e apenas a parte do servidor. Os gestores não repassavam e ainda usavam os recursos do fundo”, assegurou.

SEM NEGOCIAÇAO

Ao ser questionado quanto ao Projeto de Lei 047/2013 que tramita na Câmara de Vereadores e assegura um aumento de alíquota para os servidores municipais, Luciano Duque não pensou duas vezes ao dar uma resposta ao vereador Sinézio Rodrigues (PT), que disse ser contra o aumento da alíquota para 13,5%.

“Precisamos capitalizar o fundo e ele (Sinézio) sabe disso. A alíquota é esta e não tem negociação. Não existem milagres”, disse o prefeito, acrescentando que na época que o IPPST foi criado a média era benefícios em torno de um salário mínimo.

“Hoje a média salarial é de R$ 1.300 e não tem outro caminho a não ser o aumento da alíquota. Quando o fundo não é saudável tem que ter o aumento”, reforçou o prefeito, acrescentando que a prefeitura do Recife e o Governo do Estado cobram uma alíquota de 13,5%. Segundo o prefeito, a previdência hoje acumula um débito na ordem de R$ 4,5 milhões.

 

 

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