O debate sobre depressão, ansiedade e suicídio têm se intensificado no Brasil inteiro. Serra Talhada e as cidades do Sertão do Pajeú também tiveram registros de casos. Preocupados com a defesa pela vida, o Grupo Espírita Cícero de Serra Talhada criou há seis meses um grupo de apoio, que hoje já atende cerca de 180 membros.

Em entrevista ao FAROL, o coordenador do grupo de apoio, Jesus Martins, enfatizou que este é um trabalho permanente do grupo Cícero. “Nós sempre tivemos esse trabalho em defesa da vida, inclusive com pessoas com depressão e tendências suicidas, mas há seis meses criamos esse espaço de apoio e não observamos mais tentativas”.

O Grupo Espírita Cícero, localizado na avenida Custódio Conrado, 550 – ao lado do Itep – realiza palestras gratuitas e abertas ao público nas quintas-feiras, às 19h30; sábados, às 9h e às 15h30; e nos domingos, às 9h e às 16h.  O grupo atende também pelas redes sociais no WhatsApp pelo número (87) 9 9924-2597 e pelo Facebook da Campanha Sou Pela Vida. Há também o número do atendimento do Centro de Valorização da Vida, Disque 141.

SUICÍDIO E O JOGO DA BALEIA AZUL

O debate sobre depressão e suicídio tem se intensificado na mídia e nas redes sociais após o lançamento de um seriado americano sobre bullying e suicídio, Thirteen Reasons Why (Os 13 porquês), inspirado no romance homônimo do escritor Jay Asher, lançado em 2007. Nas redes sociais também se popularizou o perigoso jogo da Baleia Azul com desafios que envolvem mutilações e suicídio.

Ainda de acordo com o Jesus Martins, jovens de 15 a 30 anos estão no grupo de maior risco de depressão e suicídio, além de idosos acima de 70 anos, por conta do abandono ou ausência de familiares. Os pais e responsáveis devem prestar atenção em comportamentos que facilmente são comparados a “chantagem emocional” nos adolescentes e jovens, combatendo esses perigos com amor e diálogo.

“Os estudiosos da área afirmam que pessoas com depressão e com tendências suicidas podem dar sinais do problema. Este jogo de péssimo gosto e deve ser combatido com amor, diálogo, atenção. As pessoas têm focado mais na vida profissional e esquecem de prestar atenção nos filhos, nos amigos, nos seus parceiros. Temos observado que a carência afetiva, e não mais a financeira, tem levado as pessoas ao suicídio”, finalizou.

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