Fotos: Farol de Notícias / Max Rodrigues

Publicado às 03h56 desta quarta-feira (12)

Uma semana após o grave acidente que vitimou Vanilson Leite da Silva, 42 anos, o famoso ‘Nego da Capoeira’, o motorista do carro e seu amigo de infância, Givanildo Batista da Silva, 36 anos, professor de Jiu Jitsu e capoeira mais conhecido como “Beto Jamaica” procurou a redação do FAROL para esclarecer como ocorreu o acidente e denunciar o atendimento que recebeu no Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam).

De acordo com Jamaica, a demora para chegada do socorro no local do acidente e a negligência no atendimento no hospital, segundo ele, podem ter contribuído para agravar o quadro das duas vítimas. Ele está usando sua faixa preta de jiu jistsu como tipoia, mesmo com uma fratura no ombro.

“Esperamos duas horas até o Corpo de Bombeiros nos resgatar e levaram a gente para o Hospam, chegando lá o atendimento foi ridículo. A mim mesmo só olharam e deram alta na mesma hora, se não fosse a ajuda de Dr. Nena que ia chegando no momento, que deu um grande suporte. Ele me levou para a sala de Raio-X e mandou que tirassem o Raio-X do corpo inteiro e foi constatado três fraturas, duas na mão e uma na clavícula. Mas o hospital já tinha me dado alta e estava indo embora para casa. A negligência de primeiro mundo”, contou.

A reportagem entrou contato com a direção do Hospam, por telefone; mas não houve retorno das ligações.

DETALHES DA TRAGÉDIA

Bastante emocionado ao relembrar o fatídico dia, Jamaica conseguiu detalhar cada instante do acidente, mesmo com lágrimas nos olhos ao lembrar da perda de um grande amigo e companheiros de lutas e projetos sociais.

“O acidente foi na segunda-feira (3), eu encontrei Nego a caminho do Bom Jesus, ele é meu amigo de infância e a gente se encontrou e ele falou que estava afim de comer um bode e em seguida a gente resolveu ir comer esse bode lá no Restaurante Bode Assado em Bom Nome, almoçamos e voltamos. Logo após sair de Bom Nome o pneu do carro do lado dianteiro estourou, eu perdi o controle da direção e colidi com uma árvore”, detalhou, completando:

“Vieram populares, saquearam o que podiam levar do carro, o som e meu amigo ficou dentro do carro. Eu pedi para os populares tirarem ele porque eu vi que ele estava sem respirar. Conseguiram tirar ele e ele retornou, até então eu achei que estava tudo bem porque ele estava brincando comigo, dentro da viatura dos bombeiros, lá dentro do hospital e eu achei que não ia acontecer essa fatalidade com ele”.

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