Por Gilson Pereira, advogado e vereador de Serra Talhada

Publicado às 05h04 deste domingo (28)

Não julgues porque adiante podereis ser julgado. Não esqueça que o tempo é o maior juiz da face da terra. O bom é que a história não mente. Lula quando do julgamento do impeachment de Fernando Color de Melo em 1992, falou muito e esqueceu que existe o tempo da gente e o tempo de Deus. Naquela época ele só pensou no tempo da gente, esquecendo o tempo de Deus.

Jogou seu veneno sem pensar no amanhã. Ora, o tempo gira como se fosse uma roda gigante, quando tudo parece macio e leve, porém quando a ferrugem chega a catraca quebra e descarrilha tudo e ela volta desmantelando o que encontra pela frente. Quem pensou que era Deus passa a gemer com as coisas do destino.

Ora, naquele tempo estava em evidência na Câmara e Senado a discussão pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Na verdade se tratava de uma rede criminosa dos companheiros do rei. A denúncia foi aceita com base num conjunto de evidências que indicavam que não havia como ele não saber das falcatruas de Paulo César Farias. Assim havia um conjunto de circunstâncias que apontavam que, quando menos, ele (Collor) havia atentado contra a ‘probidade administrativa’ e a guarda e o devido emprego dos dinheiros da nação.

E LULA?

Lula através de uma entrevista em programa de televisão, sem pensar no futuro, se vangloriava com o fato “de que o mesmo povo que elege um político pode destituir esse político”, esquecendo que a justiça também resolve. E, interessante, ele não entendia que aquilo fosse ‘golpe’.

Lula pede a Deus que o povo nunca mais “esqueça essa lição”.

Se não bastasse, num ato em favor do impeachment de Color em Curitiba, Lula se arvorou em dizer que ou o Congresso vota o impeachment de Color ou fica desacreditado. Segundo ele, a crise profunda só se resolveria com a saída de Color do governo. Destarte, o Lula só descobriu que um processo de impeachment, que está na Constituição e na lei, é golpe quando o presidente a ser deposto foi a petista, Dilma.

O que nos aflige é a verdade dos fatos. Léo Pinheiro, da OAS, bancou a reforma do triplex, a reforma do sítio de Atibaia, paga a Graneiro tudo em valores altíssimos pela guarda do seu acervo advindo de quando era presidente. Fora as notícias do Instituto Lula e mais cinco processos neste caminho, sem falar no mar Odebrecht.

Ao sentir da razão, do bom senso e da lógica, certamente um inocente deste para muitos é só esperar morrer e partir direto para o céu. O pior é que dos maus dirigentes do dinheiro do povo e da corrupção como visto na imprensa, ele ainda é o melhor para trabalhar e se entender com Deputados e Senadores corruptos e assaltantes do dinheiro do povo quase que em sua maioria dos que serão eleitos.

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