Foto Ilustrativa

Por Joelma Mariano, moradora de Serra-Talhada que ajudou a socorrer a menina ‘Vitória’

Publicado às 05h06 deste domingo (14)

“Gostaria de agradecer ao Dr. Nena, a enfermeira Lala e a toda equipe que se prontificou na madrugada de quarta-feira (10) a prestar assistência ao bebê que foi encontrado no terreno baldio no bairro da AABB na rua Jonas de Sá Carvalho. Foi a clínica mais próxima, caso fosse para uma local mais distante a bebê não iria resistir, e o atendimento foi excelente. Toda a gratidão do mundo.

Para mim a ficha não caiu ainda, aquela cena foi muito forte, muito chocante. Pensei que já tinha visto de tudo na minha vida, mas o que aconteceu na madrugada da quarta-feira foi algo que para mim e outras pessoas vai ficar marcado. É algo que a gente só vê na televisão, e estou até agora perplexa me perguntando o que leva um ser humano a fazer algo desse tipo.

Existem várias maneiras de se evitar uma gravidez, mas eu não estou aqui para julgar ela (a genitora da menina), mas eu queria muito conhecer e conversar com essa pessoa para saber o que levou ela a fazer o que fez. Eu tenho dois filhos, e pela experiência que eu tenho, quando ela deve ter parido na madrugada, por volta das 4 horas. Quando o pedreiro nos avisou era por volta das 5 horas.

Eu acredito que ela teve ajuda de alguém e foi algo muito rápido, como ela ia sair e deixar a criança naquela situação? Eu me questiono também porque a pessoa não arrumou pelo menos uma caixa de papelão para colocar o bebê na porta de alguém? Não colocou na unidade de saúde, deixou lá no chão ao relento. Esse bairro aqui é um lugar de desova de tudo, as pessoas que não querem animais soltam aqui, lixo coloca aqui. Acontece de tudo um pouco.

Então, o mais importante disso tudo é que a princesinha está bem e que pena que as coisas não são como a gente quer. Porque se fosse ela já estaria em um lar, com uma família, com muito amor e muito carinho. Já têm muitas doações, as pessoas procuram e eu indiquei o lugar que ela está para entregar. Porque tanto serve para ela quanto para as outras crianças do abrigo. O que tiver ao meu alcance eu vou continuar fazendo”.

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