Publicado às 14h52 desta quarta-feira (8)

A situação dramática do Açude Cachoreira II em Serra Talhada foi constada pela reportagem do Farol, que visitou o reservatório nessa quarta-feira (8).

Quando foi inaugurado em 1965, tinha capacidade para acumular de 21 milhões de metros cúbicos de água, na época que Serra Talhada possuía uma população de 41.761 habitantes (Anuário Estáticos do IBGE, 1965), ou seja, menos da metade dos atuais 85.568 habitantes (IGBE, julho, 2017).

Enquanto a população cresceu, a capacidade de armazenamento permaneceu a mesma, sem que houve investimentos na ampliação, na orientação para quem vive nos nos arredores para o uso consciente e um controle mais rígido sobre a distribuição para outras cidades, ao mesmo tempo, os ciclo de estiagem e o assoreamento aumentaram.

O resultado disso, é que a cidade vive hoje uma grande crise no fornecimento de água.

As imagens realizadas nessa terça-feira (7) pelo Farol são impactantes, visto que um grande número de objetos descartáveis, latinhas, pneus e até móveis são encontrados nas margens e dentro do açude, dando a impressão que não existe controle ambiental na área.

TOM ESCURO DA ÁGUA

Outro detalhe que chama a atenção é tom escuro da água e o mal cheiro que exalado em alguns pontos do manancial.

As estacas de marcação expostas ao longo do leito seco evidenciam que o capacidade do Cachoeira chegou ao seu volume morto.

Essa situação tem afetado não só abastecimento, mas também a pesca, segundo alguns pescadores que trabalham no local. “Os peixes estão desaparecendo”, disse um deles, em conversa com a nossa equipe.

Uma das coisas mais chocantes é a quantidade de restos de carapaças (cascos) de tartarugas em diversos pontos do açude.

“O aparecimento de cascos (de tartarugas), de caracóis, de peixes mortos, só mostra que o manancial do Cachoeira chegou ao seu limite”, disse a direção da Compesa.

Veja o vídeo com imagens atuais do Açude Cachoeira II:

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