Por Marco Túlio Ribeiro, morador de Serra Talhada

Publicado às 04h06 desta quarta-feira (7)

No dia 4 de fevereiro eu tive um princípio de infarto e junto a minha família fui encaminhado para o Hospital Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, local pelo o qual deveria receber totais cuidados, porém a situação que eu me encontrava era inédita no decorrer da minha vida.

É injustificável em uma cidade que (em boatos) se diz está em crescimento e num hospital que recebeu tanto investimento haver apenas um clínico geral para atender a uma grande demanda de pessoas.

É injustificável também a incapacidade de conscientização dos que dirigem esse hospital ao ponto de não imaginarem ou não estarem preparados para um evento maior – obviamente que a participação das pessoas lá é por estarem doentes ou sentindo algum enfermo.

Enquanto uns são atendidos, outros continuam quase que inertes e devem se manter como estão até que a sua vez seja apreciada.

Não sei o que aconteceu com os outros pacientes, mas sei e tenho lucidez que pessoas não devem ser tratadas apenas como números de fichas ou obituários (infelizmente). Fui minimamente atendido por um médico que estava apenas de passagem e me medicou também da mesma forma.

Investir em algo não quer dizer que trará algum benefício em nada. Pra que investir se não existe planejamento e não pensar em ideias que tragam melhorias?

Eu como escrevi tudo isso, opino que, em tudo que é público, é desnecessário aos que devem ser atendidos por algum serviço, as pessoas são menosprezadas a cada minuto em nosso país (que não é nosso!) por falta de interesse e de querer; por causa que tudo o que acontece aqui, é motivado por interesse político.

É evidente essa situação. É entorpecente as más gestões de políticas públicas. É imoral e anti-ética a atitude para com a população em descasos na área da saúde. E sobra pra quem essa conta de tantos obituários que continuarão a acontecer (infelizmente) por mau atendimento?

Como sempre o choro será apenas o consolo dos familiares e próximos desses pacientes que se tornam vítimas, e eu acho que por pouco não entrei nessa lista.

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