Foto acervo Antonio de Bia, gentilmente cedida ao Farol

Publicado às 03h52 deste domingo (27)

O Viagem ao Passado lhes convida a conhecer um pouco da vida de uma das figuras mais emblemáticas do cotidiano serra-talhadense da década de 1960, trata-se do boêmio de fama regional, Gêra de Manoel Lourenço.

Gêra aparece nessa rara fotografia, e que pertence ao acervo de Antonio de Bia, trajando um dos seus inseparáveis ternos, é o segundo da direita para a esquerda. Ele morreu jovem, vítima de uma doença adquirida em função dos seus excesso no consumo de bebidas alcoólicas.

Mesmo sendo filho de um policial militar, Gêra era frequentador fiel dos ‘cabarés da Rua da Lama’, dos bares e botecos de Serra Talhada, e também de cidades vizinhas.

A fama de boêmio se deve ao seu carisma, mesmo não sendo um rapaz tido como bonito, era um sujeito extremamente galanteador e que gostava de andar sempre bem vestido, mas eram as suas repostas rápidas a perguntas embaraçosas ou sem muita objetividade que o tornaram uma verdadeira lenda em Serra Talhada.

De Gêra sempre se esperava uma reposta engraçada, direta e as vezes até irônica. Foi graças as essas características que muitas histórias e ‘estórias’ ainda hoje são atribuídas a sua pessoa.

APÓS FESTA

Uma história bastante conhecida narra a chegada do boêmio em casa, vindo de uma festa realizada em Triunfo.

Já era de manhã quando Gêra entrou silenciosamente em casa e discretamente começou a tirar os sapatos.

Nesse momento entrou no quarto a sua mãe e antes que ele terminasse de tirar as meias, ela lhe perguntou:
– Chegando em casa uma hora dessa?
E Gêra como de costume respondeu rápido:
-Não mãe, estou saindo agora!

Ele então calçou os sapatos e foi novamente para a rua tomar mais umas cachacinhas.

E o desafio para os nosso faroleiros é descobrir que são os personagens que aparecem na foto ao lado de Gêra.

Alguma dicas: um é pai de um delegado da policia civil, um outro pertenceu ao universo artístico, além de um ex-funcionário da Celpe!

 

 

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