Publicado às 04h53 deste domingo (19)

Por Giovanni Sá, editor do Farol

Amigo e amigas deste Farol o que faço agora é mais um desabafo e protesto contra a intolerância do ser humano com relação a sua própria espécie.

Ontem (sábado) presenciei uma cena que me fez refletir a que ponto chegamos como imagem e criatura de Deus e o que vamos oferecer aos nossos filhos e netos.

Fui testemunha de um pequeno acidente entre duas crianças, na Academia das Cidades, no bairro do Ipsep, em Serra Talhada, que poderia ser apenas mais um naquele parque.

Uma criança, que estava no balanço, derrubou uma outra menor que atravessou na frente porque não tinha como frear no ar. Ao cair, o pai da criança do balanço tentou ajudar a pequenina que estava no chão.

Seria tudo normal caso o pai da criança atingida não tivesse partido para cima dos pais que tentavam ajudar.

Aos gritos e palavrões, o pai descontrolado chamou o outro para sair no tapa, desrespeitou toda a família e até fez gestos e ameaças abertas.

Ao fundo, a criança que provocou o acidente, sem querer, chorava desesperada agarrada à cintura do pai pedindo para deixar a praça. Quanta intolerância!

De arma em punho

Fiquei imaginando como seria o final desta cena caso as intenções do presidenciável Jair Messias Bolsonaro já estivesse em voga. Afinal, os dois pais poderiam estar armados.

Todo mundo armado resolvendo tudo na base do ‘três oitão’, sem diálogo, sem tolerância e metendo bala no primeiro que olhasse com cara feia. Estamos intolerantes cada vez mais uns com os outros.

Estamos plantando sementes para um futuro sombrio onde não há argumentos, mas vingança. Onde não há respeito, mas opressão.

Afinal, estamos nos transformando em que tipo de monstro terráqueo? Já estamos num inferno e não enxergamos. Deus tenha piedade de nós!

 

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