Publicado às 12h47 deste sábado (14)

Cotado a assumir a presidência da Câmara Municipal de Serra Talhada (CMST) no biênio 2019/2020, o vereador do PT Manoel Enfermeiro arriscou opinar sobre a regalia de R$ 4 mil – fora o salário de R$ 8 mil brutos – que tem o presidente da CMST para gerir os trabalhos internos da Casa.

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Vereador de ST tem salário extra de R$ 4 mil

Ao programa Frequência Democrática, na rádio Vilabela FM, Enfermeiro disse que “o que é Lei é Lei”, no sentido de que essa norma deve ser respeitada, independente de seu caráter polêmico.

No entanto, durante a entrevista, ele sinalizou que poderia sim rever a medida para atender os anseios da sociedade, caso seja mesmo eleito presidente da CMST.

“Eu não sabia que era esse dinheiro todo. Eu acho o seguinte: o presidente (da Câmara Municipal) tem esse privilégio todo, não é? Mas eu respeito, eu sou o vice-presidente e não posso ficar metendo a ripa no presidente (Nailson). Mas eu acho o seguinte: se é Lei, é Lei! E eu não tenho nada contra”, disparou o parlamentar, ponderando:

“Mas se tiver como reduzir ou fazer alguma coisa, se eu quiser reduzir eu reduzo (caso assuma). Mas eu não sei nem se eu vou ser o presidente. A Câmara tem que o ver o que for o melhor para a sociedade. Agora, se é Lei, a gente não pode destinar o que é Lei, mas eu entendo o lado da imprensa e da sociedade”.

REGALIAS DO PRESIDENTE

Só no primeiro trimestre, descontado o Imposto de Renda, o vereador Nailson Gomes (PTC), atual presidente, recebeu R$ 7,2 mil sem contar com a ajuda de combustível e ajuda custo para congressos dentro e fora do estado.

Apesar de ser uma boa reserva, o Jurídico da Câmara garante que não há nada ilegal, uma vez que a chamada verba de representação existe desde 1993.

Mas no ano passado, Nailson Gomes tentou dobrar a verba de representação de R$ 4 mil para R$ 8 mil, porém um grupo de vereadores fez uma forte pressão Gomes recuou, tirando o projeto de pauta.

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