Uma polêmica promete crescer nos próximos meses. Nessa terça-feira (10) o presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE), Carlos Porto, defendeu a extinção dos institutos de previdências próprias no estado e o retorno da contribuição dos servidores para o Regime Geral.

Com base em levantamento feito pelo próprio TCE, mais de 90% desses Fundos estão falidos, colocando em risco o futuro de servidores que por intermédio deles se aposentam.

Conforme o próprio TCE, que tem sido rigoroso com prefeitos que não cumprem suas obrigações previdenciárias, muitos descontam a contribuição do servidor mas não a recolhe para o Fundo Próprio, depositam a parte patronal como bem entendem. E, pelo fato de tratar-se de dinheiro fácil, saca-o na primeira dificuldade, como muitos fizeram após as eleições.

Mas em Serra Talhada o sentimento é diferente. O FAROL conversou com o presidente do Instituto de Previdência (IPPST), Jânio Carvalho, que discorda das intenções do presidente Carlos Porto.

“Essa posição dele não é novidade e isso não interessa para Serra Talhada. Sou contra. Ele ( Carlos Porto) sempre teve esse interesse de acabar com as previdências. Hoje temos 846 aposentados e a prefeitura repassa cerca de R$ 400 mil. Pelo menos em Serra Talhada não há atrasos. Se houver a mudança para Regime Geral (INSS) a prefeitura terá que aportar pelo menos R$ 1, 5 milhão. Vai piorar muito a situação. Só deve haver melhoras daqui a 20 u 30 anos, com a morte dos aposentados”, revelou Carvalho.

Farol com informações do blog Inaldo Sampaio

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