Publicado às 04h deste domingo (12)

Ainda continua repercutindo um protesto que causou polêmica esta semana em Serra Talhada, quando um desconhecido escreveu na parede do prédio da Regulação Municipal, na Rua Afrânio Godoy, cobrando do prefeito Luciano Duque o rateio de cerca de R$ 30 milhões para os professores municipais.

Neste sábado (11), o presidente do Sintest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada), Júnior Moraes, analisou o caso afirmando que a pichação foi um ato de maldade e irresponsabilidade. O comentário dele foi feito ao vivo durante o programa Farol de Notícias, na rádio Vilabela FM.

A frase escrita dizia:

Prefeito Luciano, ladrão! Queremos o que é nosso, os 60% do dinheiro da União. Enquanto você quer o que é nosso não se envergonha?” [Saiba mais aqui].

“Em relação à pichação, a gente não pode, de maneira nenhuma aceitar e concordar com esse tipo de situação. Primeiro, que quem fez isso foi no intuito de cometer uma maldade sem tamanha porque nós estamos acompanhando os valores destes investimentos há anos e temo comprovadamente a certeza, através do Ministério Público Federal, de que esse valor não está nos cofres do município, está sob a responsabilidade do Ministério Público Federal”, disse Júnior Moraes, complementando:

“E depois desse famigerado 100 dias é que vamos ver como é que vai ser distribuído esse investimento, seja no rateio, seja na manutenção de escolas e nós vamos acompanhar. E quem faz isso (a pichação) mostra um desconhecimento sem tamanho ou é uma pessoa extremamente maldosa. O que a gente pode destacar com relação a isso é somente lamentar e dizer que a gente não concorda de maneira alguma com esse tipo de pichações. É algo maldoso e irresponsável”

De acordo com Luciano Duque, o recurso do Fundef ainda não chegou nas contas do governo de Serra Talhada e sua liberação está sob a responsabilidade do Tribunal de Contas da União e do Supremo Tribunal Federal.

O prefeito também disse que o ato é criminoso, por isso acionou sua assessoria jurídica para registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil para encontrar os pichadores.

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