Por Giovanni Sá, editor do Farol

Publicado às 05h07 desta terça-feira (22)

Repercutiu muito a fala do deputado Rodrigo Novaes, do PSD, que durante entrevista ao Programa do Farol, no último sábado (19), partiu para acusar o deputado Sebastião Oliveira de práticas não republicanas, dentro do xadrez eleitoral.

O deputado abriu o verbo como se fosse uma exceção no jogo, quando não é.

Mas o que me chamou a atenção foi a revelação de um abismo existente entre Rodrigo e Sebastião, quando o assunto é coerência política com relação a defesa do governo Paulo Câmara.

O deputado natural de Floresta disse que não ‘ver nada demais’ por ter conquistado o vereador Zé Raimundo (PTC) como cabo eleitoral, mesmo Raimundo sendo um dos grandes críticos do governador na Câmara.

Neste caso, para encher o seu balaio de votos em Serra Talhada, Novaes preferiu usar a tática de que ‘os fins justificam os meios’, garantindo que o eleitorado vai entender a parceria dos opostos.

O abismo é justamente este. Diferente de Rodrigo, Sebastião Oliveira fez questão de cravar os apoios em Serra Talhada tipo ‘porteira fechada’. Ou seja, a defesa do governo Paulo Câmara também está no ‘pacote’.

Por fim, vai caber ao eleitor, nem sempre sábio, dar um rosto ao processo que se avizinha, que promete ser um dos mais contraditórios dos últimos tempos. E tenho dito!

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