Em entrevista a uma emissora de rádio local, o Tenente-coronel Rosemário, comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar em Serra Talhada, fez uma análise dos últimos crimes ocorridos no centro da cidade e minimizou o cenário de violência. “Foram crimes pontuais que não refletem o cotidiano de Serra Talhada. Temos conseguido baixar os índices de criminalidade em nove cidades da nossa circunscrição”, disse o comandante. Segundo ele, tanto o assassinato ocorrido no mês passado, no meio da rua, durante o dia, nas proximidades da igreja Matriz da Penha, como a morte do ex-vereador Isivaldo Conrado, são frutos  de intrigas pessoais das vítimas.

O oficial da PM disse ainda que o efetivo policial em Serra Talhada aumentou. “Hoje temos mais 24 homens reforçando o policiamento no centro de Serra  Talhada, além do trabalho das viaturas. O cidadão não tem que temer, pois o clima é de tranquilidade”. Justificando seu pensamento, ele citou as últimas festividades realizadas na capital do Xaxado, o Festival da Juventude e as comemorações do aniversário da cidade.  “Não houve qualquer tumulto ou incidente”, declarou.

Ao contrário do comandante, boa parte da população serra-talhadense não esconde o clima de apreensão. “Eu não posso dizer que estou andando tranquila após dois assassinatos em plena luz do dia, no centro de Serra Talhada. Tenho medo sim”, confessa a dona de casa Maria de Lourdes Silva, de 45 anos. Hoje, muitos moradores  passam a relembrar fatos acontecidos na década de 80, quando era comum ver Serra Talhada no noticiário nacional devido casos de pistolagem e tiroteios entre famílias. “Nunca me esqueço dos tiroteios constantes que aconteciam na Praça Sérgio Magalhães. Era um período de faroeste”, recorda Maria de Lourdes.