O Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada (CDPST), ponto de cultura com sede no bairro Bom Jesus, foi invadido por bandidos na madrugada do último domingo (9). Os criminosos pularam um muro, arrombaram a porta que dá acesso ao local e promoveram um arrastão dentro do CDP levando aparelhos de DVD, data-show, projetores cinematográficos e notebooks. O prejuízo foi calculado em R$ 6 mil. Segundo o ator Carlos Silva, que faz parte da organização do centro, a polícia foi acionada, mas sequer apareceu na cena do crime para colher mais informações.

O CDP promovia semanalmente atividades que vinham beneficiando há cerca de três anos o bairro Bom Jesus, oferecendo gratuitamente dança, teatro, capoeira e cinema. Lá, foi fundado o Cine-clube Pajeú, pioneiro na cidade no incentivo à sétima arte. No entanto, após o crime, as atividades foram suspensas por tempo indeterminado. “Nosso coordenador, Modesto Barros, nos informou que quando foi prestar o Boletim de Ocorrência a polícia disse que essa ação ‘fazia parte do Brasil’. Não deram a mínima. Numa clara afirmação para que ficássemos conformados”, denuncia o ator Carlos Silva, indignado.

CARLOS SILVA: “A POLÍCIA NÃO DEU A MÍNIMA PARA ESTE CASO”

Os atistas desconfiam que várias pessoas tenham participado do crime, devido o estrago em que ficou o ambiente, com armários violados, e por conta da quantidade de objetos furtados. Os artistas terão que prestar conta ao Minstério da Cultura – que patrocina as atividade no Centro Dramático em Serra Talhada – de todos os materiais levados. “Infelizmente acreditamos que isso tenha partido de pessoas que frequentavam as nossas aulas, e que agiram de má fé contra a cultura da própria terra”, disse Carlos Silva, com pesar. O CDP existe na Capital do Xaxado há 23 anos.

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