Cerca de 300 servidores públicos municipais, a maioria professores e aposentados, aprovaram na tarde desta segunda-feira (30) uma onda de protestos contra o Projeto de Lei 043/2013, que legaliza o aumento da alíquota do Instituto de Previdência Própria (Ippst) de 11% para 13,5% para o servidor. O projeto foi enviado pelo prefeito Luciano Duque que prega a aprovação da proposta como ‘tábua de salvação’ para o sistema previdenciário municipal.

Em assembleia, os servidores marcaram um calendário de lutas que começa com uma paralisação das atividades na próxima sexta-feira (4), uma grande passeata pelas principais ruas de Serra Talhada no próximo dia 10 de outubro e até carreata em defesa dos direitos dos servidores no dia 17 de outubro. Mas a pressão não para por aí. Foi definido que até o dia da votação do projeto, também haverá pressão em cima dos vereadores.

Veja também:   Marília amplia vantagem e Danilo não decola

“O projeto de lei que o prefeito mandou é um remédio paliativo e só vai adiar a morte da previdência”, disse o vereador Sinézio Rodrigues (PT), que é contra o projeto, e incentivou a mobilização dos servidores junto a Câmara Municipal. “Se a Casa estiver vazia no dia da votação do projeto, vai ter vereador que vai votar contra a gente. Precisamos fazer vigilância na Câmara porque os vereadores precisam ver que vocês estão acompanhando”, disparou Rodrigues, recebendo aplausos da categoria.

O vereador petebista, Francisco Pinheiro, também engrossou o caldo de críticas contra o projeto enviado por Luciano Duque. “Estão sucateando a previdência. Por que antes de aumentar não se devolve o que foi tirado da previdência”, questionou Pinheiro, afirmando que também vai participar dos protestos aprovados em assembleia.

Veja também:   Golpistas usam nome de Márcia Conrado em crime