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O lançamento do Fórum Permanente de Infraestrutura da FIEPE trouxe à tona a importância da retomada das obras do ramal pernambucano da ferrovia Transnordestina para o desenvolvimento das cidades do interior do Estado. Durante o encontro, as autoridades presentes enfatizaram o impacto positivo da obra, que promete fortalecer a competitividade do Agreste e do Sertão ao reduzir os custos logísticos de importação de insumos e distribuição de produtos acabados.
Para o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, o investimento na obra tem um potencial de retorno ainda maior para o povo pernambucano. “Mais do que uma alternativa logística, o ramal tem um papel crucial no desenvolvimento econômico e social, pois a transnordestina levará em seus vagões uma carga valiosa de esperança e oportunidade de uma melhoria de qualidade de vida para o interior do Estado” defendeu.
A governadora Raquel Lyra também enfatizou a relevância das obras externas para o interior, mencionando a Adutora do Agreste, cuja primeira etapa está prevista para ser concluída no próximo ano, e a duplicação da BR-232 até Arcoverde, com expectativa de início das obras em 2025.
“Essa duplicação tem um impacto descoberto ao que aconteceu há 20 anos, quando a BR-232 foi concluída até Caruaru”, afirmou. Ela ainda ressaltou a construção do aeroporto de Salgueiro e a conclusão das obras na pista do aeroporto de Serra Talhada.
Em sua apresentação técnica, a pesquisadora Fátima Brayner, do SENAI, apresentou estudos que identificaram os segmentos mais beneficiados pela ferrovia. “A gipsita do Sertão do Araripe terá um canal logístico mais competitivo para a distribuição do gesso, considerado um dos melhores do mundo. A hortifruticultura do São Francisco também será favorecida, assim como o setor de baterias em Belo Jardim, que surge como um novo elemento nessa discussão e exige uma infraestrutura logística mais robusta”, explicou.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também reforçou a importância do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina para a indústria gesseira e o setor avícola, que enfrenta altos custos logísticos devido à necessidade de importação de ração do Oeste da Bahia e do Sul do Piauí.
“Com a ferrovia partindo de Salgueiro, passando por Arcoverde, Cachoeirinha e outros municípios, temos a oportunidade ainda de implantar grandes portos secos, que intervirão o desenvolvimento regional e fortalecerão a matriz econômica de Pernambuco”, ressaltou.