
Com informações da Rádio Cultura FM
Uma família serra-talhadense enfrenta o drama da morte prematura de uma criança de apenas 1 ano e 2 meses após ingerir medicamentos para ansiedade e depressão. A bebê Laura Thallyta Rodrigues dos Santos, filha de Yali Fernanda e José Igor, foi levada a emergência pediátrica do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam) pela mãe com queixa de ingestão de medicamentos na última segunda-feira (5), lá foi medicada, passou por exames e colocada em observação.
No entanto, no final da tarde o seu estado de saúde se agravou e precisou ser encaminhada para um neuropediatra com urgência em Recife. A bebê foi sedada e levada para a capital pernambucana. Ainda no caminho, a menina demonstrou agitação e a equipe parou em Arcoverde para reestabelecer o acesso venoso e tranquilizar Laura para seguir viagem. Mas ao tentar retomar o percurso, ela sofreu uma parada e não resistiu.
Todo o relato é baseado em uma entrevista feita pela Rádio Cultura FM com a mãe da criança, Yali Fernanda, durante o velório que aconteceu na residência da família na Travessa 2, do bairro Bom Jesus, na tarde desta quarta-feira (7). Yali contou que tudo começou quando deixou a bebê com uma tia e foi resolver uma questão médica do outro filho, de 4 anos. Ao retornar, procurou os medicamentos, mas não os encontrou e notou que Laura não parecia bem.
“Eu tive uma emergência de marcar uma viagem do meu filho para Recife, que foi antecipada na segunda-feira, deixei ela em casa. Tinha deixado meus dois comprimidos em cima da mesa. A tia dela, que tinha ficado com ela, limpou a mesa. O comprimido deve ter caído no chão e ela deve ter ingerido. Eu levei para o hospital, quando a médica perguntou qual era o comprimido eu disse que não tinha levado, mas mandei fotos. Ela disse que a dosagem não afetava em nada, só ia dar sonolência e deixar ela agitada. Ela [médica] disse que ia passar exames, foram feitos e não deu nada e ela falou: ‘mãe, ela vai ficar em observação'”, detalhou a genitora, continuando:
“Nisso deu 5 horas da tarde, eu sai para comer alguma coisa. Quando eu fui entregar ela para a prima do meu esposo ela já estava um pouco mole. Quando eu voltei a mãozinha dela estava roxa, mas era por causa da circulação. A gente chamou a médica e mostrou. A médica levou para a sala vermelha e ela disse: ‘mãe, a gente vai ter que entubar’. Depois ela voltou e falou que tinha que sedar a criança, porque estava tirando o tubo. Logo em seguida, ela já falou que tinha saído uma senha para ser transferida para Recife, para fazer uma tomo [tomografia] e passar no neuropediatra, porque ela disse que tinha apresentado um hematoma na cabeça”.
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TRANSFERÊNCIA DA BEBÊ PARA RECIFE
Ainda conforme o relato da mãe, repleto de nuances e detalhes, algum erro médico pode ter provocado a morte da criança. Sua principal suspeita está no tratamento recebido dentro da ambulância a caminho da capital pernambucana, em que equipamentos falharam e a equipe precisou parar na cidade de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, para estabilizar Laura. Os médicos de Arcoverde também alegaram que havia um hematoma na cabeça da criança que provocou a piora de seu estado.
“A gente começou a viajar, quando chegou em certo tempo, duas bombas deram problema e eles ficaram tentando ajeitar essas bombas que estava descendo medicação. Nisso ela acordou da sedação, ela deu uma levantada para frente e na sedação eles disseram que ela não podia estar se mexendo, e ela ficava se mexendo. Quanto mais ela se mexia, eles iam aplicando a medicação. Eu não sei o nome da medicação. Conseguiram falar com o pessoal do Hospam para ajeitar essa bomba, ajeitou. Com pouco tempo, nós já estávamos perto de Arcoverde, eles falaram que a gente ia ter que entrar em Arcoverde porque tinha perdido o acesso dela e estabelecer ela”, relatou Yali, complementando:
“Parou em Arcoverde, foi estabelecida, a médica conseguiu um acesso, depois de muita luta e liberou para continuar a viagem. Quando ela entrou a ambulância, um negócio de 5 minutos, já estava ajeitando para ligar os aparelhos, teve a primeira parada e foi a parada final. Então, a médica veio falar com a gente, já 3 e pouco da manhã. Veio conversar comigo e com o pai. Falou que tinha saído uma secreção pela boca e pelo nariz, um líquido, era amarelo ou era verde. Uma falava que era amarelo, outra falava verde, não dá para entender qual era o líquido. Com sangue, só que ela falou que esse líquido deveria ser por causa da pancada na cabeça”.
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INVESTIGAÇÃO – OUTRO LADO
De acordo com informações da família, o caso deverá ser apurado pelas autoridades. A entrevista com a família também relata os procedimentos de investigação da causa da morte, além do relato do pai da criança, que você vê na próxima reportagem sobre o caso.
A reportagem do Farol de Notícias também entrou em contato com a direção do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães na tarde desta quinta-feira (8). De acordo com a diretora, Ákila Monique, todo o caso está sendo investigado e ela emitirá uma nota de acordo com o atendimento realizado pelo Hospam.
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