Turista é mordida por tubarão em Fernando de Noronha
Foto: Reprodução/Instagram

Uma turista de São Paulo foi mordida por um tubarão enquanto praticava mergulho em Fernando de Noronha, nesta sexta-feira (9). A advogada Tayane Cachoeira Dalazen, de 36 anos, sofreu um ferimento na perna direita durante a atividade realizada nas proximidades da Associação de Pescadores, no Porto de Santo Antônio, uma das áreas mais frequentadas da ilha.

Após o incidente, Tayane foi encaminhada ao Hospital São Lucas, onde recebeu atendimento médico. De acordo com a unidade de saúde, a paciente deu entrada em estado estável, consciente e orientada, com lesão superficial e sem risco à vida. Foram realizados curativos, prescritos medicamentos e repassadas orientações para cuidados locais, com liberação ainda no mesmo dia.

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O caso foi compartilhado pela própria turista nas redes sociais. Em uma das publicações, ela mostrou a perna enfaixada e escreveu: “Levei uma mordida de tubarão-lixa enquanto fazia snorkel, está tudo bem!”. Em outro registro, exibiu o ferimento, que apresenta formato circular, reforçando que seguia bem.

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Tayane Dalazen foi mordida por um tubarão em Noronha — Foto: Instagram

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A administração de Fernando de Noronha informou que, assim que o atendimento foi prestado, o hospital acionou os órgãos de Vigilância Ambiental, o Corpo de Bombeiros, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões. O objetivo é acompanhar o ocorrido, intensificar o monitoramento da área e adotar ações preventivas voltadas ao turismo.

Representante do ICMBio na ilha, Mário Douglas alertou para o aumento recente de registros semelhantes e para possíveis impactos na atividade turística. “Tivemos mais uma mordida de tubarão. São duas nas últimas duas semanas e quatro casos em três meses. Isso pode impactar a visitação turística em Fernando de Noronha. O turismo com tubarões é importante, mas precisa ser feito com boas práticas e responsabilidade”, afirmou. Ele também não descartou a adoção de medidas mais restritivas na região onde ocorreu o ataque. “Estamos ficando encurralados e pode nos restar uma única solução: a interdição da área para qualquer parada de embarcação”, disse.

Segundo o ICMBio, estão em andamento apurações para identificar responsabilidades e definir quais providências serão necessárias para reduzir riscos a visitantes e moradores.

O animal envolvido no episódio foi identificado como um tubarão-lixa, espécie costeira comum no litoral brasileiro e conhecida pelo comportamento geralmente tranquilo. De hábitos noturnos, esse tipo de tubarão costuma permanecer durante o dia em recifes, cavernas ou áreas arenosas, alimentando-se principalmente de peixes pequenos, crustáceos e moluscos. Incidentes com humanos são considerados raros.