
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que não considera necessária a realização de uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao comentar o cenário da guerra na Ucrânia e os esforços diplomáticos para encerrar o conflito.
A declaração foi feita durante um encontro com executivos do setor petrolífero, em Washington, após um repórter questioná-lo sobre a possibilidade de autorizar uma missão semelhante à adotada contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro. “Não acho que será necessário”, respondeu o republicano.
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Trump disse manter, ao longo dos anos, um relacionamento positivo com o líder russo, mas admitiu frustração com a duração da guerra, que já se aproxima de quatro anos. Segundo ele, o conflito parecia, inicialmente, um dos mais simples de resolver. “Estou muito decepcionado. Resolvi oito guerras. Achei que esta estaria ali no meio ou talvez uma das mais fáceis”, afirmou.
Ao justificar seu otimismo quanto a uma possível solução, o presidente citou dados recentes sobre o impacto humano e econômico do conflito. De acordo com Trump, apenas no último mês cerca de 31 mil pessoas morreram, muitas delas soldados russos, além de destacar que a economia da Rússia enfrenta um cenário delicado. “A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, disse.
Em outro momento, Trump declarou que Vladimir Putin não se sente pressionado pela liderança europeia, mas teme a força política e militar dos Estados Unidos sob sua gestão. “A Europa tem feito muito pela Ucrânia, mas não tem sido o suficiente. Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, declarou.
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As falas ocorrem em meio à retomada das negociações de paz. Nesta semana, representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia participaram, em Paris, de reuniões com países aliados de Kiev para discutir garantias de segurança em um eventual cessar-fogo. As conversas buscam superar pontos considerados sensíveis do acordo, como o futuro da Usina Nuclear de Zaporizhzhia e a situação dos territórios ocupados.
Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passou a atuar como mediador direto no conflito, adotando uma postura mais ativa na tentativa de aproximar Kiev e Moscou e convencer o Kremlin a aceitar os termos de um possível acordo de paz.
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