
Um dos orgulhos da prefeita Márcia Conrado é ser petista, e ter conquistado espaço e respeito tanto do governo federal, como do Partido dos Trabalhadores (PT). Hoje, a prefeita de Serra Talhada é ‘estrela em ascensão’, e não mede palavras para defender as bandeiras do partido.
Mas, por incrível que possa parecer, Márcia entrou na sigla pelas mãos do ex-prefeito e deputado Luciano Duque, numa cerimônia em 13 de fevereiro de 2020, que contou, inclusive, com um vídeo do presidente Lula saudando a petista.
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
O curioso é que, na época, Márcia, que era pré-candidata a prefeita, teceu vários elogios a Duque, a quem tratou como ‘maestro.
“Falar de Luciano é saber que temos um líder, um maestro que conduz com muita sabedoria, com amor incondicional a cada cidadão de Serra Talhada. O melhor prefeito da história de Serra Talhada. A cidade não pode recuar agora que encontrou o caminho do desenvolvimento. Este é o primeiro passo de uma grande caminhada. Vamos rumo a vitória”, disse Márcia, que também elogiou seu novo partido.
“O modo petista de governar encontrou em Serra Talhada a sua maior expressão. Transformamos para melhor a vida de todas as crianças e adultos de Serra Talhada. Esta gestão foi a melhor de todos os tempos. Sua gestão, Luciano, foi um exemplo para o partido e para Pernambuco”, cravou.
OS TEMPOS MUDARAM
Tudo isso agora é passado, e a tendência é que o distanciamento entre os dois fique mais alicerçado, em função das ideias e propósitos de cada um. Duque, pré-candiato a reeleição não está mais no PT, mas está ao lado da governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição.
Márcia continua no PT, mas está ao lado de João Campos, adversário de Raquel. Duque e Márcia continuam se ‘alfinetando’ e trocam farpas sempre que provocados. Na próxima sexta-feira (16), durante o ato de entrega das 902 casas do Vanete Almeida, ambos terão que exercer o espírito da tolerância. Não será nada fácil.
6 comentários em Há seis anos, Márcia Conrado entrava no PT e tratava Luciano como ‘maestro’