A vergonha das vaias a Raquel Lyra e o silêncio pecaminoso em Serra Talhada

Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol

O objetivo destas mal tecladas linhas não é fazer defesa do governo Raquel Lyra, que considero mediano, mas com muita força de vontade. As vaias orquestradas jogadas contra a governadora, na última sexta-feira, em Serra Talhada, precisam de explicações, após Lyra ter investido quase R$ 5 milhões na obra do Vanete Almeida, fora outras que estão em curso.

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Foram orquestradas, organizadas e pensadas, sim. Algumas pessoas do governo Márcia estavam nos bastidores na torcida que isso acontecesse. Faixas caras foram pagas e doadas aos manifestantes, que só tinham olhos para a prefeita Márcia Conrado.

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Mas tão pior quanto às vaias, é o silêncio de quem deveria se manifestar e reprimir o movimento. Em cima do palanque, por exemplo, nem a prefeita e nem o deputado Fernando Monteiro, fizeram qualquer gesto de desaprovação. Poderiam ter feito, mas se omitiram. A solidariedade partiu do deputAdo Luciano Duque e da secretária Simone Benevides (Habitação), que se lavantaram no mesmo instante, no palaque, e puxaram aplausos para Raquel. O governo Márcia Conrado, formado por um bom quadro de mulheres, não teve sororidade com a governadora.

Nenhuma autoridade do campo político, mesmo adversário, emitiu qualquer nota de reprimenda. Vergonha! o silêncio em torno deste episódio é pecaminoso, abre alas para que novas vaias surjam, de forma injusta. Sou a favor da livre manifestação, é claro, mas que não seja molecagem.

Como ninguém teve coragem, eu peço desculpas a Raquel Lyra, em nome do povo de Serra Talhada. Ela tem pecados em seu governo, muitos. Mas esta penitência não merecia.

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