
No dia 21 de janeiro foi celebrado o Dia Mundial da Religião e de Combate a Intolerância Religiosa. Em meio a grande diversidade religiosa, tradições e formas de expressar a fé existentes no Brasil, escolher seguir uma determinada doutrina, para muitas pessoas ainda é um desafio. Pois, o estranhamento a diferença ainda é comum. A discriminação e a intolerância religiosa são presentes no nosso cotidiano, sobretudo quando se trata das religiões oriundas das matrizes africanas.
Diante dessa realidade, a data surge como um convite à reflexão sobre o respeito e a convivência entre as diferença. Para compreender um pouco do que cada religião trata do assunto, a reportagem do Farol de Notícias conversou com sacerdotes e adeptos da fé cristã: evangélicos e católicos; de religiões de matrizes africanas e do espiritismo em Serra Talhada. Na oportunidade, compartilharam mensagens de fé e esperança no dia em que também se reflete não apenas sobre as religiões, como também ao combate a intolerância religiosa.
Pastora Késia Prado, representante evangélica, Comunidade Batista Renovada
“Quem é cristão sabe que não seguimos religião e não somos sustentados por ela. Porque toda religião quer fazer, o que somente Jesus pode fazer, religar o homem a Deus. A religião que a Bíblia diz ser verdadeira está em registrada em Tg.1.27, ‘A pura e verdadeira religião diante de Deus, nosso Pai, é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas nas suas dificuldades e afastar-se da corrupção do mundo’. Cristo veio nos ligar a Deus e as necessidades de nosso próximo, amando a Deus acima de tudo, e ao próximo como a nós mesmos. Mas não para somente servir as pessoas com boas obras, mas guardar-se incontaminado do mundo.
E hoje falamos do mundo, que corre as léguas dos propósitos de Deus, longe da moralidade, longe do amor fraternal, longe de temer a Deus, entregues a si e suas maldades. Somente um retorno a Deus e seus propósitos através de Jesus e da palavra de Deus podemos gozar de algo que o Senhor nos promete: Arrependam-se e voltem para Deus! (Rm.12.2) porque a vontade Dele para nós, é boa, perfeita e agradável. Nesse mundo de depressão, medos e ansiedades e tantas incertezas. A proposta do evangelho é o retorno a Deus, voltem ao princípio, pois tudo que existe vem Dele. Tudo aqui vai passar, e esperamos o Reino eterno de Jesus. Maranata! Vem Senhor Jesus.”
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Pai Joaquim de Ógum, representante do Candomblé e Jurema, Terreiro Ilé Asé Ógun Olonã
“Este é o dia de combate à intolerância religiosa, que é um problema que afeta muitas pessoas ao redor do mundo. É importante lembrar que todas as religiões têm direito de existir e serem respeitadas. Vamos trabalhar juntos para criar um mundo mais inclusivo e acolhedor para todos; respeito é o que move a alma. Lembrem-se que cada crença é um caminho, cada fé uma luz, não deixe que a ignorância apague a diversidade que nos enriquece.
Seja a mudança, respeite, ouça e celebre a diferença. Não precisamos que vocês nos tolerem, apenas que respeitem nossa fé, nossa cultura e que possamos seguir em paz com religião tão bonita. A maldade não está na religião, está no coração de cada um que não aceita que o outro seja feliz com sua fé e seus costumes”.
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Edson Luiz, Religioso Serra-talhadense
“Eu Edson Luiz, falo de forma individual e não como representante de nenhuma religião. Embora eu tenha uma “Bagagem” religiosa, por ser ávido leitor das obras de Allan Kardec e outros. Mas, por ter lido a Bíblia na íntegra mais de três vezes, tenho na Bíblia minha base de fé e por isso acredito que tudo que está escrito nela é verdadeiro. Então, só posso aconselhar à todos os seres humanos neste dia de hoje fazer o que Jesus disse: ‘Felizes os que tem consciência de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o Reino dos Céus’, Mateus 5:3.”
5 comentários em Dia Mundial das Religiões: sacerdotes de ST falam sobre fé e intolerância