serra-talhadense tenta encontrar mãe
Fabrícia e sua filha. Foto: Arquivo pessoal

Nesta semana, a dona de casa Fabricia Estephany da Silva, 35 anos, moradora da Rua Santos Dumont, no bairro Alto da Conceição, em Serra Talhada, apresentou sua história à reportagem do Farol de Notícias, para tentar encontrar sua mãe biológica.

Ela nasceu no dia 04 de dezembro de 1990, no Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães, no Hospam, em Serra Talhada e não tem informações sobre o nome ou paradeiro de sua mãe biológica.

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Fabrícia até hoje buscou por informações e já foi no hospital, mas não teve acesso a detalhes mais concretos que puderam levar a encontrar sua mãe. De acordo com relatos que receberam na época, os documentos eram guardados em uma casa na Rua Enock Inácio de Oliveira, que acabou pegando fogo, e muitos documentos foram perdidos

Fabricia conta que as informações que sabe, foram passadas por uma enfermeira chamada Vanira, que hoje em dia já se encontra com idade avançada e teria contado a história para sua mãe adotiva, que já é falecida.

De acordo com o relato, assim que teve uma criança, um homem que acompanhava sua mãe, teria dito que não queria criar a criança, alegando que não era filha dele. Diante da situação, a mãe biológica então falou para a enfermeira ceder a criança para alguém que cuidasse bem dela.

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Ela se recorda de um episódio ocorrido em sua adolescência, quando estava lavando a calçada da casa que morava no bairro do Ipsep e viu duas mulheres conversando sobre ela se parecer com a mãe e imediatamente, ao perceber sua mãe adotiva mandou que ela entrasse.

Fabricia chegou a questionar várias vezes sobre sua origem ao longo da vida, mas segundo ela, nunca teve informações precisas e por isso, até hoje, nunca perdeu a esperança de encontrar sua família biológica. Ela deseja que seus filhos também possam conhecer sua família materna.

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Foto: Arquivo pessoal

Leia o relato na íntegra:

Uma enfermeira chamada Vânira, que hoje está de idade e não lembra de quase nada, contou a minha mãe de criação, que a minha mãe de sangue me teve e estava com um homem.

Mas ela não sabia se era o marido ou o pai dela, ele disse para dar a menina a alguém, que não queria criar filho dos outros, não. Ela disse que a minha mãe falou para Dona Vânira dar a criança a alguém que cuidasse bem. Isso foi no ano de 1990 e hoje tenho 35 anos.

Lembro que quando eu tinha 12 anos eu estava lavando a calçada da minha casa, quando morava no Ipsep e duas mulheres passaram e ficaram embaixo de um pé de pau e falando entres elas: ‘será que é ela, porque parece muito com a mãe’.

Foi quando minha mãe Maria, de criação, falou para elas sairem de lá e me colocaram para dentro de casa. Com o tempo, fui questionando para minha mãe se ela não sabia quem minha mãe biológica. Ela sempre falou que não sabia, mas hoje, juntando todas as coisas, me perguntando porque ela não deixou as mulheres se aproximarem de mim.

Não quero julgar ninguém, apenas saber se minha mãe está viva, se tenho irmãos, sobrinhos, se tenho alguém. Há 14 anos Deus levou minha mãe de criação e depois desse tempo vivo sozinha.

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Hoje sou casada, e graças a Deus meu esposo me apoia muito. Tenho 3 filhos e luto por esta causa, porque eles sentem falta de uma avó materna. Depois que minha mãe de criação faleceu tudo mudou.Isso me deixa mal e quero, se Deus permitir, uma família com avós e tios para meus filhos.

Também quero saber porque me deram e porque não me procuraram, só isso. Não vou julgar ninguém nem apontar nada, só quero saber o motivo e tentar me aproximar se eles quiserem. Minha mãe antes de falecer disse que se eu pudesse, quando ela não estivesse mais aqui, procure minha mãe”.

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