Família de criança de 6 anos denuncia constrangimento

Foto: Reprodução/Google Street ViewUma denúncia envolvendo uma criança de 6 anos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD) foi relatada à redação do Farol de Notícias nesta sexta-feira (6). O caso ocorreu na Escola Zuleide Feitoza, em Serra Talhada.

Segundo Rivane Maria da Silva Alves, de 24 anos, tia da criança, a situação aconteceu no primeiro dia de aula da sobrinha na unidade de ensino. A menina, que possui laudos médicos comprovando que é uma criança atípica, teria sofrido uma crise de pânico dentro da sala de aula após se assustar com trovões durante uma chuva. O constrangimento veio em seguida.

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 De acordo com o relato, durante a crise, a criança teria pedido autorização para ir ao banheiro, mas o pedido foi negado pela professora responsável pela turma. A familiar afirma que, além da negativa, a docente teria ameaçado bater na menina.

“Minha sobrinha contou que na hora da crise ela ficou tão nervosa que deu vontade de fazer xixi, ela pediu para ir, mas a professora não deixou, e ainda disse que se ela pedisse de novo iria bater nela. A professora disse isso para minha sobrinha”, contou.

Rivane relatou ainda que, ao chegar à escola para buscar a filha, a mãe da criança encontrou a menina dormindo, situação que, segundo a família, não é comum naquele horário. Além disso, a criança estaria completamente urinada.

“Quando minha irmã chegou na sala de aula para buscar a filha, a menina estava dormindo, sendo que ela não é de dormir nesse horário. Nós acreditamos que por todo o pânico que ela sentiu naquele momento, e da professora ter feito medo a ela ameançando bater, ela desmaiou. Além disso a minha sobrinha estava toda urinada na cadeirinha esperando a mãe chegar. Ou seja, ela fez xixi na própria sala de aula e quase não conseguiu acordar quando minha irmã foi buscá-la. Minha irmã também contou que minha sobrinha estava com muita vergonha de levantar por estar toda urinada.”

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Ainda conforme a tia, a professora responsável teria justificado a situação afirmando que a criança ficou muito nervosa, sentou-se e acabou dormindo, razão pela qual não teria sido mais checada. Rivane questiona a ausência de contato com a mãe da aluna.

“A professora justificou dizendo apenas que minha sobrinha tinha ficado muito nervosa, e que depois teria ido se sentar na cadeira e dormiu, e que por isso não teria mexido mais nela. Essa profossora poderia ter ligado para minha irmã, mas não ligou.”

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“Isso foi um descaso, um descaso. A gente espera que quando deixa um criança na escola é que ela vá estudar, que a professora ajeite, dê atenção, agora falar que vai bater?”, finalizou.

Diante do ocorrido, a família decidiu retirar a criança da escola.

O OUTRO LADO

O FAROL enviou mensagem ao secretário de Educação, Edmar Júnior, para comentar o assunto, mas ele não se manifestou até esta publicação. O FAROL aguarda a manifestação do governo municipal.