
Desde à quarta-feira de cinzas, a Igreja Católica vivencia o período de Quaresma, que são 40 dias que antecedem o domingo de Páscoa, que representa a ressurreição de Jesus Cristo. Para muitos fiéis, algumas tradições foram adquiridas com seus familiares e acabaram atravessando gerações, por isso, os quarenta dias são dedicados a orações, jejum, penitência e momentos em família.
Nesta sexta-feira (20), em mais um Fala Povo, a reportagem do Farol de Notícias esteve no centro de Serra Talhada e conversou com alguns serra-talhadenses, que compartilharam algumas das tradições que adquiriram com seus familiares e ainda hoje vivenciam durante o período de quaresma.
Dona Maria Aparecida, afirmou que neste período, assim como em algumas datas comemorativas, gosta de estar acompanhada dos seus familiares. Para ela, é um momento ideal de reunir seus filhos, para assistir o espetáculo da Paixão de Cristo e preparar uma refeição:
“A gente costuma fazer uma boa comida, ficar em família, tomar um bom vinho, ficar junto da família. É o que eu gosto de fazer, é da minha família. Minha mãe, ela sempre fazia isso, meus avôs, eu cresci assim, então eu faço isso também. Minha família é pequena, é só eu e meus filhos, mas a gente gosta de ficar junto no natal, na quaresma, assistir a Paixão de Cristo, botar um filmezinho cristão, a gente gosta de fazer isso e eu acho muito bom”, afirmou.
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A jovem Maria Clara Gonçalves relatou que também possui algumas tradições durante a quaresma.
“O jejum dos 40 dias e também o rosário, todos os 40 dias, pra seguir a tradição. Tem a questão do jejum e sempre se reunir durante a Semana Santa, nas casas parentes”, afirmou.
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Dona Maria Regina Pereira, comentou que apesar de ser católica, não costuma ir sempre à missa. Mesmo assim, possui algumas tradições que também ensinou aos seus três filhos:
“Sou católica, não sou muito de ir à missa não, não adianta eu mentir pra vocês, porque Deus tá vendo que é mentira. Mas eu faço jejum só na sexta-feira santa. Peço pra meus filhos fazerem o mesmo. Eu tenho um filho de 21 anos, tenho um de 11 anos e tenho outro de 4 anos. Minha avó ia sempre pra igreja, minha mãe hoje não vai, porque ela não pode andar muito, mas ela sempre ia também. A gente é muito católica, a gente tem muita fé em Deus, em Nossa Senhora da Penha. Eu mesmo sou devota de Nossa Senhora Aparecida. Eu gosto muito, tenho muita fé em Deus, que tudo na minha vida vai dar certo. É triste a quaresma, é triste, eu choro”, pontuou.