Fernando Filho é a prova que o 'voto forasteiro' deve ser banido de ST
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/Reprodução/TV Grande Rio/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol

A independente Polícia Federal desencadeou, nesta semana, a Operação Vasssalos, que trouxe à tona suspeitas de corrupção num esquema coordenando pela poderosa familia Coelho, de Petrolina. Na mira, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, e os filhos, Miguel Coelho (ex-prefeito de Petrolina) e o deputado federal Fernando Filho. O ministro do STF, Flávio Dino, autorizou os 42 mandados de busca  e apreensão.

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E o que tem haver a operação com Serra Talhada? Nada. Porém, há um elemento que precisamos ter como exemplo a não ser seguido. Neste município, o deputado Fernando Filho tem um ‘curral eleitoral’ concentrado e forte, tendo o vereador Zé Raimundo Filho como coodenador da ‘manada’. O deputado forasteiro tem repetido votações superiores a mil votos, em todas as eleições. É hora do basta!

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Também há outros motivos: coincidência ou não, a família Coelho, no olho do furação, sempre esteve presente em todos os governos. De Dilma à Bolsonaro. Aliás, Fernando Bezerra foi líder do governo Bolsonado no Senado Federal

E O FERNANDINHO?

Tem um episódio que não podemos esquecer, que alicerça minha posição de dar um ‘chute’ nos forasteiros. Em 2011, após conquistar os mil votos em Serra Talhada, Fernando Filho não priorizou nosso municipio: “A primeira UPA do sertão vai para Petrolina. Não sei em que estágio encontra-se a de Serra Talhada. Entretanto, a UPA de Petrolina foi homologada dia 25”, disse o deputado, acrescentando: “Coloquei uma emenda de R$ 1 milhão para compra de equipamentos”. E ponto final.

Em Serra Talhada, além da parceria com o vereador Zé Raimundo, o deputado chega para Corrida de Jumentos, um tratorzinho aqui, um arado acolá, e assim vai justificando sua incompetência com a cidade.

Mas nem todos são assim. A regra do ‘xô deputado forasteiro’ não se aplica, por exemplo, a nomes como o do deputado Fernando Monteiro, que não chega a ser um ‘santo’ para Serra Talhada, como prega a prefeita Márcia Conrado, mas se faz presente com inúmeras emendas alocadas. Há, de fato, ‘dna’ de Monteiro no desenvolvimento do município.

Como estamos em ano eleitoral, a Operação Vassalos deixa claro que este tipo de político precisa, sim; ser execrado do nosso cotidiano. Mas vamos aguardar às investigações. Os envolvidos negam tudo!

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