Em Serra Talhada, a política decapitou a humanização entre os opostos

Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol

Há inúmeros textos de natureza científica que tentam, pelo menos explicar, as razões que levaram o Brasil a um estágio de polarização mesquinho do jogo político. Ideias não mais se discutem, porque há espaço, apenas; para agressões e jogos de mentiras.

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Em Serra Talhada, além disso, acho que chegaram a um patamar mais baixo: ou seja, as relações humanas e civilizadas vão se destruindo aos poucos. O debate político também é rasteiro, e como exemplo, temos a postura da Câmara de Vereadores.

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Mas trago duas situações que revelam que o senso de humanidade foi decapitado. Estamos virando bestas-feras na política. Tivemos neste final de semana a morte do seu Paulo Quelé, 84 anos, pai do ex-vereador Vandinho da Saúde. Nenhuma manifestação pública de solidariedade por parte da câmara foi emitida, afinal, Vandinho foi, por muito tempo, ‘calo no sapato’ de todos. Mas, será que justifica?

JOÃO DUQUE

O outro episódio foi o ato que ocorreu ontem (segunda-feira) no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), em homenagem aos 98 anos do empresário João Duque de Souza, que há 80 anos gera empregos em Serra Talhada.

Desta vez a lógica foi diferente: Manoel Enfermeiro, presidente da Câmara de Serra Talhada, que silenciou sobre a morte do pai de Vandinho, ‘acordou’ para aplaudir João Duque. Porém, o governo da prefeita Márcia Conrado, não se manifestou em nenhuma das situações. Um silêncio que constrange e diminui o tamanho da terra do estadista Agamenon Magalhães.

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