
Na última quinta-feira (19), foi celebrado o Dia do Marceneiro. A data homenageia os inúmeros profissionais que transformam madeira em arte e funcionalidade e seguem mantendo viva uma tradição que atravessa gerações. Em Serra Talhada, entre máquinas, ferramentas e o cheiro característico da madeira, histórias de dedicação, técnica e criatividade revelam a importância de um ofício que vai muito além da fabricação de móveis: é também sinônimo de identidade, sustento e paixão pelo que se faz.
Nesta semana, a reportagem do Farol de Notícias foi até a Marcenaria Criativa, localizada no centro da cidade, para conhcer um pouco da história e trajetória profissional do marceneiro Djalma Neto Ramalho do Nascimento, 44 anos. Ele conta que aprendeu o oficio com seu pai e além dele, outros dois irmãos também seguiram carreira na profissão que atravessou gerações. Com muito orgulho e gratidão pela sua profissão, ele relembra como tudo começou.
“Essa é uma profissão de pai pra filho. Meu pai era marceneiro, aí quando eu era pequenininho ele sempre me levava pra serraria onde ele trabalhava e tudo, foi passando-se os anos, os filhos foram aprendendo, eu ainda continuei na marcenaria, e o mais velho saiu, tem outro que é mais novo, que é marceneiro também, todos aprenderam, mas só ficaram dois. Até hoje continuo na marcenaria, graças a Deus é a profissão que a gente vem mantendo”, explicou Djalma.
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De acordo o profissional, atualmente a área tem apresentado uma alta demanda, sobretudo por móveis projetados e embora existam muitos profissionais na cidade, ainda não é suficiente para atender a alta demanda em Serra Talhada e região, devido a falta de mão de obra.
Ele conta que a principal matéria prima utilizada hoje em dia é o MDF e em média, a depender da quantidade e complexidade de peças, o projeto é entregue em um período de aproximadamente de 3 a 10 dias:
“Nessa área teve um período que eu parei, depois voltei, porque foi uma época em que a marcenaria não era bem reconhecida não, ganhava-se pouco, mas hoje a demanda é bem maior, o mercado é bem aquecido, devido a procura por quem constroi ou reforma casa, sempre busca móveis projetados, por isso, nunca falta serviço, para quem entrega serviço com excelência e qualidade, mesmo tendo muito marceneiros na cidade, não dá conta e a mão de obra está escassa. A gente não consegue ter mão de obra suficiente para atender toda a demanda”, complementou.
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Djalma também ressalta que a profissão encontra-se em alta e mesmo assim, vale a pena investir no ramo da marcenaria em Serra Talhada, por isso, há muitas oportunidades para quem deseja ser um profissional da área.
5 comentários em Tradição familiar mantém viva a marcenaria em Serra Talhada