Com a chegada da Semana Santa, período em que o consumo de peixes aumenta significativamente, também cresce a preocupação com acidentes domésticos, especialmente casos de engasgo provocados por espinhas. A situação, comum nesta época do ano, acende um alerta para a população sobre os cuidados na hora de consumir o alimento e a importância de saber como agir em casos de emergência.
Nesta quinta-feira (2), a reportagem do Farol de Notícias entrevistou o Tenente André Santos, do 3º Grupamento de Bombeiros Militares de Serra Talhada que trouxe importantes orientações sobre medidas simples que podem evitar complicações e garantir mais segurança durante as refeições.
O tenente explicou que o engasgo é provocado pelo que se chama de OVACE (Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho). Segundo ele, qualquer objeto que bloqueie a passagem de ar pode causar a situação.
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“A questão do engasgo, ele é provocado pelo que a gente chama de ovace, que é um objeto, obstrução das vias aéreas por corpo estranho. Então, assim como o espinho, qualquer outro objeto que vier a obstruir as vias aéreas, a pessoa deve fazer algumas manobras, por exemplo, a manobra de Heimlich, que é a compressão do abdômen. Você vai abraçar a pessoa por trás, comprimir o abdômen dela um pouco acima do umbigo e vai pressionando e levantando para cima, fazendo um movimento como se fosse um jota. Isso vai ajudar a pessoa a fazer a desobstrução. Agora, caso essa obstrução persista, a pessoa tem que procurar ligar para o 192, 193, para que a pessoa possa ser imediatamente levada para o hospital”, explicou o Tenente, complementando:
“Qualquer objeto que obstruir as vias aéreas, por exemplo, o espinho, o ideal é que, se a pessoa engolir o espinho, ela procure o hospital, porque o espinho pode perfurar o intestino e causar essas complicações. Então, não é recomendado, embora o pessoal beba água, engole farinha, desobstruir a via aérea, só que aquele espinho vai para o intestino. O ideal é que, se acontecer da pessoa se engasgar, ela não provoque a situação de engolir o espinho. O ideal é que ela procure o hospital para poder retirar aquele espinho e não achar que, porque engoliu o espinho, está tudo bem, está tudo certo, que depois pode haver perfuração do intestino, sangramento e isso pode agravar a situação”, acrescentou.
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O tenente alertou que, caso a obstrução persista, é fundamental acionar o socorro por meio dos números 192 ou 193, para que a vítima seja encaminhada imediatamente ao hospital. Sobre o risco envolvendo espinhos, ele destacou que, mesmo não causando obstrução total das vias aéreas, podem provocar complicações internas.
Ainda segundo o tenente, em casos de engasgo leve, o indicado é incentivar a vítima a tossir naturalmente para expelir o objeto. Caso não consiga, deve-se buscar atendimento médico. Por fim, ele reforçou cuidados durante o período da Semana Santa, especialmente em relação a crianças e atividades em áreas com água.
“No caso do espinho, como a espessura dele é pequena, ele é fino, ele não vai causar uma obstrução da via aérea totalmente. Aí nesse caso, o ideal é que a pessoa, se conseguir colocar para fora o espinho, ótimo, mas se não, tem que procurar o hospital, porque, se for uma obstrução com um objeto que comprometa a respiração, a pessoa deve induzir aquela pessoa a tossir para que ela consiga naturalmente retirar o objeto. Caso contrário, se não conseguir fazer a manobra, mas no caso do espinho, geralmente ele não obstrui a ponto de comprometer a respiração, mas a pessoa, se não conseguir tirar o espinho e engolir o espinho, deve procurar o hospital para evitar um dano maior”, pontuou André, trazendo recomendações para o período da Semana Santa:
“Aproveito para desejar uma ótima semana santa, orientar para ter aqueles cuidados que a gente sabe com crianças. A pessoa vai para os sítios, agora nessa época tem muita chuva, os barreiros, os açudos estão cheios, então o pessoal tem que ter cuidado com esses locais, principalmente com crianças. Se consumir bebida alcoólica, evite entrar na água, porque a bebida alcoólica não combina com a atividade de água. Então, infelizmente, esse período de fartura, de cheias, infelizmente aumenta a incidência de casos de afogamento. Então, ter esse cuidado com suas crianças, não exagerar na bebida. A questão das viagens, se for viajar e consumir bebida alcoólica, não dirigir, procurar fazer aproveitar da melhor forma o feriado”, finalizou Santos.
