
Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol
Como estamos na Semana Santa e na Sexta-feira da Paixão, vou iniciar estas mal tecladas linhas citando um versículo bíblico, em que Jesus Cristo mostra que é muito complicado quando se quer fazer ‘arrumadinhos’ para mostrar o que, de fato, não tem no seu interior.
“Não colocar remendo novo em pano velho”, Mateus 9:16. “Ninguém põe remendo de pano em roupa velha, porque o remendo repuxa o pano e o rasgo fica maior ainda”. Jesus ensina que não tem como consertar a velha natureza humana, com regras superficiais, mas é necessário ‘um novo nascimento’.
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É mais ou menos isso que está acontecendo no palanque que vem sendo formado pela governadora Raquel Lyra, pré-candidata à reeleição. A governadora se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) a fina-flor da seita bolsonarista, e que tem como pré-candidato à presidência da República o Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, integrante da extrema-direira odienta, que carrega uma ira contra todos os movimentos de esquerda.
Raquel tenta se explicar, mas não consegue. Ontem (quinta-feira), em Caruaru, tentou justificar seu palanque com uma bola desviada:
“A gente sempre contou com o apoio do presidente Lula, dos seus e daqueles que também pensam diferente, para que a gente possa fazer de Pernambuco um espaço mais plural, mais diverso e, sobretudo, mais justo”, disse Raquel. Mas não se trata de espaço plural, não existe isso na política. Trata-se de concepção ideológica de mundo, e ela (Raquel) trouxe para seu palanque porta-vozes do bolsonarismo, que vão destilar ódio contra o governo Lula, e ignorar os gestos que foram feitos ao governo Raquel.
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Neste rol, ainda tem uns míopes do Partido dos Trabalhadores (PT) que agem em conveniência própria. Nomes como Pastor Eurico, Fernando Rodolfo, Mendonça Filho, Gilson Machado, Machado Filho, Anderson Ferreira, a família Coelho ‘papa tudo’ de Petrolina, entre outros, estão no palanque de Raquel Lyra. Mas não estão apenas para a disputa, mas para defender ideias do bolsonarimo, defender a tentativa de golpe, e anistia para os condenados de 8 de janeiro.
Se a governadora Raquel Lyra não tem lado, o povo tem! Não tem uma outra leitura desta ‘salada mista’ que está sendo formada, inclusive, com o apoio de pseudos-esquerdistas. isso é indigesto. Pano velho que não presta mais.
Bom feriado a todos!
38 comentários em Raquel fez a opção pelo bolsonarismo e não há outra leitura política