Família
Após perder o marido em acidente, Rita de Cássia luta para sustentar a família – Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Na manhã desta terça-feira (7), a reportagem do Farol de Notícias esteve na Rua 24, no bairro da Cohab e conheceu a história de uma mãe de três filhos que vive um momento de dificuldade após perder o companheiro em um acidente de trânsito, envolvendo um veículo da Secretaria de Saúde.

A tragédia ocorreu há cerca de cinco meses, em Serra Talhada. Sem renda suficiente para manter as despesas de casa, ela faz um apelo por ajuda e cobra apoio das autoridades.

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Rita de Cássia Lima Silva, 39 anos, relatou que seu esposo, Edivaldo de Lima, de 58 anos, morreu após ser atingido por um veículo enquanto estava a pé, nas proximidades da BR-232, perto da Premocil, no último dia 7 de novembro do ano passado. Segundo ela, o motorista que presta serviço a Prefeitura de Serra Talhada não deu qualquer assistência à família após o ocorrido.

Atualmente, Cássia sobrevive apenas com o Bolsa Família, no valor de R$ 900, quantia que precisa dividir entre aluguel, contas básicas e alimentação dos filhos, que ainda são menores de idade. Dois deles moram com ela, sendo que um é autista e necessita de acompanhamento médico contínuo.

“Foi dia 7 novembro. Está fazendo cinco meses agora. Ele estava a pé, ele ia passando, conseguiu desviar da carreta, mas o carro da secretária de saúde em alta velocidade, aí foi na hora que bateu nele, ele morreu na hora. Foi aqui na BR, perto da Premocil, aí ele não arcou com nada, o cara não ajudou com nada. Meu marido era pedreiro, ele que me ajudava com tudo, mas depois da morte dele ficou mais difícil”, explicou Cássia, continuando:

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“Aí eu pago um aluguel de R$ 400, aí vem água, vem luz, que é muito cara. Vem R$ 180, R$ 150, por aí só de luz. E a família, quando pode, ajuda com alguma coisa. Mas nem toda vez eles podem estar me ajudando com nada. E assim vai vivendo, está bastante difícil nesse período. Ninguém procurou não, de jeito e maneira. Eles falaram, foi até com o meu cunhado, dizendo que ia arcar com a indenização”, complementou.

A mãe relata que enfrenta dificuldades para garantir o tratamento adequado, incluindo acompanhamento com especialistas como fonoaudiólogo e psiquiatra. Apesar de algumas ajudas pontuais, como cestas básicas, a situação segue delicada. A família também cobra providências em relação ao acidente, incluindo indenização.

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Enquanto aguarda respostas, Cássia segue contando com a solidariedade da população para garantir o sustento e os cuidados com os filhos.

“Só do Bolsa Família não dá para a gente viver. O que o povo da prefeitura ajeitou foi o médico para ele, deu duas cestas básicas e os remédios dele, os risperidona que ele toma e só isso mesmo. Os meninos estão na escola, precisam do psiquiatra também, do fono, essas coisas assim, para dar continuidade”, relatou a mãe, continuando:

“Eu queria que eles pagassem a indenização, porque eu preciso, por causa dos meus filhos. Só isso que eu queria que eles fizessem. A doação, o povo sempre me ajuda com coisinha ou com outra, com cesta básica. Esse menino meu toma leite ainda e usa fraldas também. Nós dormimos em um colchão, não temos geladeira, guarda-roupas e está muito difícil”.

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O Farol também conversou com a irmã de Rita de Cássia, que tem articulado com outros familiares meios de ajudá-la a enfrentar esse momento difícil. Segundo ela, procurou o motorista que provocou o acidente e foi ignorada. Assim como a prefeitura, que não se responsabilizou totalmente pela morte de Edivaldo de Lima.

“A família não tem estrutura pra poder chegar e arcar com tudo. Mas a prefeitura eu achei muito descaso da parte deles, principalmente da pessoa que causou o acidente. Ele não teve empatia, eu tentei entrar em contato com a família dele, somente disseram o seguinte: ele era funcionário da prefeitura, procure a prefeitura”, detalhou a irmã de Rita, finalizando:

“E isso eu fiz, procurei uma pessoa que é conhecida minha, uma pessoa totalmente educada, se dispôs. Só que assim, duas cestinhas básicas, duas risperidonas, não vai mudar a situação dela. Porque tá muito complicado a gente ter que acordar com ela dizendo: ‘hoje tá faltando a mistura dos meus filhos’, ‘hoje meu filho me pediu um biscoito e eu não tenho’. Então pra gente, é muito doído. Então assim, é sobre empatia”.

As pessoas que puderem e quiserem realizar doações para Rita de Cássia e seus filhos podem entrar em contato pelo telefone (87) 99605-7969.