Alexandre Ramagem
Alexandre Ramagem – Foto: Getty Images via BBC

Do G1

A prisão do ex-chefe da inteligência brasileira Alexandre Ramagem por agentes do ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement), nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (13/4), ganhou destaque na imprensa internacional e ocorre após meses de articulação entre a Polícia Federal e autoridades americanas.

Segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil, investigadores brasileiros buscaram explorar a situação migratória do ex-deputado para viabilizar sua detenção, diante da demora e da incerteza sobre o pedido formal de extradição.

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Condenado a 16 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022, Alexandre Ramagem havia fugido do Brasil antes do trânsito em julgado e vinha sendo monitorado pelas autoridades.

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Sua detenção em Orlando, na Flórida, é tratada por investigadores como resultado de cooperação internacional, ainda que oficialmente vinculada a questões migratórias.

A repercussão fora do Brasil destaca tanto o contexto político da condenação quanto às circunstâncias da prisão, com veículos estrangeiros dando ênfase a diferentes aspectos do caso.

Veículos estrangeiros destacaram que Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia fugido do Brasil antes de ser condenado a 16 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.

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O jornal britânico The Guardian enfatizou o caráter inusitado da prisão, destacando que Ramagem foi o único entre os condenados que não iniciou o cumprimento da pena por ter deixado o país antes da sentença.

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A publicação também chamou atenção para o contexto político, citando que ele foi detido em meio ao endurecimento da política migratória do governo de Donald Trump.

A reportagem ainda detalha as acusações contra o ex-chefe da Abin, incluindo o uso de softwares de espionagem para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos, além de mencionar que ele teria alegado, enquanto vivia nos EUA, ter apoio de integrantes do governo americano.

Já o The Washington Post deu destaque ao caráter internacional da operação, descrevendo a prisão como o desfecho de uma “caçada” que durou meses em dois continentes.

O jornal ressalta que Ramagem foi condenado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal e detalha sua fuga — que incluiu a travessia da fronteira com a Guiana antes de embarcar para os Estados Unidos.

A publicação também contextualiza o caso dentro da crise política brasileira, citando que a tentativa de golpe incluía planos de assassinato de autoridades e culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, comparados ao episódio da invasão ao Capitólio nos EUA em 2021.