A professora Maria Edwirgem, de ST, diz que 'olhar de mãe' é diferente

Por Maria Edwirgem, Professora e mãe serra-talhadense

Toda mulher, tem a sua porção Mãe, mesmo as que tentam negar ou ludibriar a si mesma, por razões que “a própria razão desconhece” o que, sem sombra de dúvidas, é merecedora de todo respeito!

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Assim existe a Mãe – Avó, Sogra, Madrinha, Tia, Irmã, Amiga, Professora, todas tão fenomenais, que fazem jus a essa designação e cabem inteiramente no termo” Mãe do Coração”… Pois só ele dita as regras, nessa relação apaixonante e desafiadora!

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Deusm generoso como só ele é capaz, agraciou – me, permitindo-me ver e sentir , esse universo fascinante, através do amor incondicional, único e total, onde uma lente de aumento, torna nítidos, transparentes e às vezes doídos, os sentimenos e incontroláveis, as emoções.

O bem querer, que prenche o peito e inflama a alma, é tão forte e abrangente, que agora compreendo, que daria para contemplar, todos e quantos filhos que vierem, como foi o caso , da minha Fada e tantas outras, que com maestria e realeza , representam o seu mais fantástico personagem, de protagonista ímpar de toda uma história!

Mesmo que não aposte na imparcialidade, na equidade dessa divisão, acho até que há, ” os peferidos” como diz um pequeno e peralta anjo, mas também acredito não haver ” os preteridos,” pois uma ação assim, excludente, não habita nesse Ser, acostumado a acolher e somar!

Todos o modelos e as teses sobre como atuar, parecem não se adequar , o manual de instruções, vem falho e incompleto, necessita de novos conceitos, de ajustes e de uma busca incessante de compreensão.

O contundente “se fosse meu filho” ou “comigo seria diferente”, que algum dia foi dito ou pensado, o certo e o errado, caem sobre terra , ao se deparar com um ser tão frágil e forte, que depende e controla sua vida, aprisiona e liberta o seu pensar, de tudo quanto é indecisões, medos e certezas.

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Vivenciar a maternidade, metaforicamente falando, assemelha- se ao treino diário , aliado a disciplina e paciência, com exercícios múltiplos , leves e pesados, rápidos ou moderados, permanentes e transitórios, crescentes ou regressivos, em sequências ou individuais, mas sempre de forma gradual e fortalecedora, com resultados vistos a olho nu , ora um complicado quebra- cabeças ora um espetacular caleidoscópio…

Arrisco- me até a dizer que aprendememos a “dançar conforme a música”, mesmo quando, inexiste a coordenação motora , mas em contraponto, a cadência rítmica é perfeita, assim, desengonçadas e sem jeito, provocamos risos e afetos, nos nossos filhos, simultaneamente, como reflexo, um raio de luz e calor , invade e encanta o nosso viver.

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Dedico a todas as mães, em especial, a minha Antônia Maria , e as minhas irmãs , “as Marias de José”, fontes inesgotáveis de inspiração, a minha adorada filha, por me coroar com o título, da mais alta honraria. Por tudo e por tanto, por impregnarem o meu espírito de tão intenso e infinito Amor.

“Eu vejo a vida pela luz dos olhos seus…”

Maio de 2026