
Foto: Arquivo Farol
O diretor e estatístico do Instituto Múltipla, de Arcoverde, Ronald Falabella, avaliou os números do governo Márcia Conrado fazendo um importante alerta aos estrategistas da gestão.
Márcia, em menos de um ano, caiu drasticamente na sua aprovação e aparece hoje com 56%, percentual que não garante a nenhum prefeito fazer o sucessor. Falando ao Programa do Farol no Youtube, no último sábado (23), Ronald avaliou os números da última pesquisa Múltipla realizada no início de maio e deu um aviso:
“Estamos em 2026, mas 2028 é logo ali. O fato da prefeita não poder ser mais candidata obviamente dilui o grupo, se divide mais, porque não tem a figura dela. Ela [Márcia] tem uma avaliação que eu diria mediana, 56%. É uma avaliação mediana, não é uma boa avaliação, mas obviamente tem dois anos pela frente e muita coisa pode acontecer”.
“E passa muito pela eleição no estado, João Campos se elegendo fortalece muito Márcia, se for Raquel enfraquece muito ela. Ela com essa aprovação que tem hoje, de 56% ela dificilmente faz o sucessor, dificilmente faz, dificilmente. Agora, a eleição é em 2028 e terá que se aguardar ainda e ver como esse tabuleiro aí vai se mexer”, afirmou Ronald.
“Não é suficiente para eleger sucessor”
Provocado sobre uma queda na avaliação do governo Márcia em um ano (em julho de 2025 a aprovação era de mais de 60%), o estatístico confirmou:
“Sim [está havendo uma queda]. Quando a prefeita se reelegeu ela tinha uma média de aprovação de 70%. Ela teve 56% dos votos válidos, ela candidata. Então você vê que 56% não é suficiente para eleger sucessor. Não é suficiente”, disse Ronald, concluindo:
“Agora é isso né, o quadro estadual, a própria gestão do município, na medida que ela consegue melhorar isso, obviamente o candidato dela [para 2028] fica mais forte, porque ela é uma liderança, uma pessoa carismática né, mas só isso não basta”.
“Ela precisaria dar uma aumentada”
Indagado sobre o percentual que garante sucessão, nestes cerca de 20 anos de experiência em pesquisas em Pernambuco, Ronald Falabella alertou que Márcia tem dois anos para subir sua aprovação para, no mínimo, 70% para pensar em chegar em 2028 de forma competitiva.
“Olha um prefeito tem que ter, no mínimo, 70% de aprovação, no mínimo [para fazer o sucessor]. E a soma de ótimo e bom do governo deve estar passando dos 50% e Márcia não tem isso hoje, por mais que ela tenha grupo, mas grupo dá muito voto para deputado”, alertou o estatístico do Múltipla, analisando friamente:
“Para eleição municipal não tem meio terno, é bom fica, é ruim sai, não tem meio termo, não tem, então ela precisaria dar uma aumentada, pelo menos uns 15 pontos nessa aprovação, mais uns 10 a 12 pontos nessa relação da soma de ótimo e bom, para que ela pudesse ser competitiva na eleição [de 2028]. Isso não dá garantia de sucesso, mas encaminha muito bem”.
Veja a entrevista de Ronald Falabella completa abaixo
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