No Farol, Jones Manoel analisa o bolsonarismo: "O brasileiro não é fascista"

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal por Pernambuco, Jones Manoel, participou nesta terça-feira (2) do Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, apresentado pelo jornalista Giovanni Sá. Durante a entrevista, ele analisou o avanço da direita e da extrema-direita no Brasil e defendeu que o enfrentamento ao bolsonarismo deve ocorrer principalmente no campo econômico.

Segundo Jones, o crescimento do movimento não significa que metade da população brasileira compartilhe ideias extremistas. Para o pré-candidato, o bolsonarismo continuará sendo uma força política importante nos próximos anos, mas pode perder apoio caso o debate seja direcionado para problemas concretos enfrentados pela população.

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“Eu não acho que metade dos brasileiros são fascistas ou de extrema-direita. Existe muita frustração com a política institucional e com as promessas não cumpridas dos chamados governos progressistas nos últimos anos. A isso se somam fatores como o papel das redes sociais, das igrejas evangélicas e de outros elementos que ajudaram a construir esse ambiente favorável à extrema-direita. A base orgânica do bolsonarismo, na minha avaliação, é de 10% a 15% da população. O restante, muitas vezes, apoia Bolsonaro por oposição ao PT e por enxergá-lo como o principal adversário do presidente Lula.”, analisou Jones, continuado:

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“O bolsonarismo vai continuar forte nas próximas eleições, mas é possível reduzir essa força. Para isso, precisamos tirar o debate do campo moral e levá-lo para o campo econômico. O bolsonarismo não tem proposta para baixar os juros, enfrentar o endividamento das famílias, gerar empregos qualificados, combater a pejotização ou ajudar os jovens que hoje têm enorme dificuldade para conquistar uma casa própria. Quando você conversa com as pessoas sobre problemas que elas sentem na pele, esse debate ganha outra dimensão.”

Ao falar sobre sua pré-candidatura, Jones Manoel afirmou que pretende representar os trabalhadores e atuar de forma combativa no Congresso Nacional.

“Estamos em um momento de pré-campanha e não podemos pedir votos, mas posso garantir que, se chegarmos à Câmara dos Deputados, vamos fazer história. Pernambuco voltará a ter, depois de décadas, um deputado federal comunista, um defensor intransigente da classe trabalhadora, disposto a enfrentar os privilégios, os esquemas de corrupção e tudo aquilo que prejudica a maioria do povo brasileiro.”

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