Fotos: Licca Lima/farol de Notícias
Fotos: Licca Lima/farol de Notícias

O militante e pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL, Eliton Oliveira, foi o entrevistado de Giovanni Sá durante o Programa Falando Francamente, da Tv Farol de Notícias no YouTube nesta sexta-feira (19), voltou a defender a ampliação da participação popular na política e afirmou que sua trajetória é marcada pela persistência diante das dificuldades enfrentadas por candidatos das classes trabalhadoras.

Segundo ele, as experiências anteriores como pré-candidato serviram para fortalecer sua compreensão sobre o processo eleitoral e os desafios enfrentados por quem não possui estrutura financeira para disputar uma eleição.

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“Eu já fui pré-candidato duas vezes a vereador em 2018 e 2022, pelo PSOL. Eu nem levo como queda, levo como experiência, como aprendizado. A minha primeira campanha, não sei se você lembra, eu não tive campanha. A gente teve um problema com o financeiro, o diretório estadual e a gente também, quando veio receber o fundo eleitoral, faltavam 15 dias para a eleição. Então, a gente sabe que a gente que vem pobre, da periferia, a gente não tem condição de bancar uma campanha como o rico tem, então, a nossa luta é ficar esperando pelo fundo eleitoral para a gente poder fazer material de campanha. Aquela primeira campanha foi muito conturbada, o pessoal estava passando a ser um diretório municipal”, explicou Eliton, complementando:

“A falta de experiência, que naquela época a gente achava que ia ganhar, hoje a gente tem a ideia real das possibilidades, mas hoje eu estou aqui novamente porque eu não posso me calar. A gente, como cidadão, está no sangue a política, está no sangue a revolução. E a gente não pode parar e se calar mediante a tanta coisa que é também de nossa responsabilidade. Então, eu não posso só criticar. Eu também tenho que me posicionar e me deixar à disposição do povo, saber se eles acreditam, se eles querem eu como representante”, analisou o pré-candidato.

Durante a entrevista, ele destacou que a política não deve ser um espaço restrito às elites econômicas e reforçou a necessidade de representantes com origem popular ocuparem cargos públicos. Oliveira também criticou o que considera uma distribuição desigual de recursos e atenção dentro dos partidos, especialmente entre candidaturas do interior e da capital.

Ao defender a manutenção do fundo eleitoral, argumentou que o mecanismo é fundamental para garantir condições mínimas de disputa para candidatos sem recursos próprios.

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“Há uma discriminação, há uma seletividade que eles fazem entre eles mesmo. Em alguns momentos, a gente chama até de panelinha e isso acontece, até porque a minha visão de esquerda e direita, hoje, não está no partido político. Hoje, eu tenho o meu partido dentro de Pernambuco, com os nossos pré-candidatos a governador. Eu posso afirmar que o PSOL é o único partido de esquerda. Mas, quando a gente chega em outros partidos, a gente não assiste mais essa cena de esquerda e direita. Eles estão lutando pelos interesses, mas a questão ideológica hoje praticamente não existe. É tanto que a gente hoje tem o meu presidente Lula. Ele está com quem? Com o Alckmin. Quem foi Alckmin? Hoje, o nosso presidente apoia o PSB”, analisou Oliveira, continuando:

“Quem foi o PSB no golpe do impeachment de Dilma? Então, hoje, a ideologia partidária não existe esquerda e direita. Está indo a gente que está aqui fora, longe das cadeiras, longe das câmaras. A gente está aqui. Eu sou de esquerda. Eu tenho minha ideologia socialista a favor do trabalhador, libertária. Mas, aí, os partidos que a gente vê, como estão? Então, hoje, eu tenho orgulho de ser do PSOL, porque o meu partido, realmente, a gente luta em cima da ideologia que a gente acredita. Pelo povo, pelos mais excluídos, pelos discriminados. A gente trava todas as lutas pelas classes menos favorecidas.  Então, a gente leva o nome de extremista. Mas, aí, o que eu pego assim e toco é que o PSOL, realmente, hoje, nós não temos escândalos. Então, por que nós somos tão odiados? Se a gente não tem escândalo de lavagem de dinheiro, nenhum político da gente está preso por corrupção, enquanto os outros partidos, quase todos, tem um, dois, três, dez, quinze, como o PL é o partido que mais tem condenado”, refletiu Eliton. finalizando:

“Não é nem o PT, como eles dizem, é o PL. Quando a gente vai para a pesquisa, a gente encontra o PL. Mas, essa discriminação existe até no fundo eleitoral. Por que é que tem a luta de retirar o fundo eleitoral? Quem luta para retirar o fundo eleitoral é a extrema-direita. Por quê? Porque eles vêm tudo de elite. Então, eles têm como fazer uma campanha com o dinheiro deles, dos parceiros, dos complôs, das facções criminosas. Mas, como eu vou fazer uma campanha? Eu preciso do fundo eleitoral. Então, se eles conseguirem tirar o fundo eleitoral, eles vão deixar mais dificuldade para que a gente que tem uma intenção, que tem uma luta, que tem uma história, que tem uma militância, de se candidatar. Como eu posso fazer uma campanha sem fundo eleitoral?”

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ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

https://youtu.be/_ngLID81fE4?t=2362