
Com a chegada do período junino, o milho ganha espaço nas mesas e também movimenta o comércio em Serra Talhada. Em diversos pontos da cidade, vendedores aproveitam a alta procura pelo principal ingrediente das receitas típicas para reforçar a renda e atender consumidores em busca das espigas para preparar pamonha, canjica, bolo de milho e outras delícias tradicionais da época.
A reportagem do Farol de Notícias esteve nas ruas do centro da cidade nesta segunda-feira (22) e conversou com alguns vendedores, que relataram estarem ainda otimistas para as vendas na véspera do dia de São João. Segundo a comerciante Rosineide Cordeiro, conhecida popularmente como Jô da Verdura, o preço da espiga varia entre R$ 1,00 e R$ 1,25. Ela explica que muitos consumidores reclamam dos valores, mas ressalta que os custos também aumentaram para quem trabalha com a venda do produto.
Para quem prefere comprar em maior quantidade, o saco com cerca de 100 espigas pode ser encontrado por aproximadamente R$ 100. Neste caso, o milho é vendido da forma como chega da roça, sem seleção das espigas. Apesar da expectativa positiva para o período, Jô afirma que o movimento ainda não atingiu o nível esperado. Segundo ela, as vendas foram mais intensas durante o último fim de semana, enquanto os dias que antecedem o São João seguem com fluxo considerado razoável pelos comerciantes:
“O preço não está muito caro para a gente que vende, para quem compra geralmente reclama que está caro, mas está de R$ 1,00 a R$ 1,25 a unidade, varia muito o preço da espiga. Se for levar o saco, com 100 espigas tem diferença porque como ele está levando um milho que não é escolhido, ele vai levando do jeito que sai da roça, a gente ajeita o preço, aí sai até R$100,00. O final de semana foi melhor, a gente estava na expectativa que hoje fosse muito bom, mas até então está fluindo, mas não está no que a gente esperava em relação a outros anos. Na quinta-feira, sexta-feira, semana passada, agora sábado, foi muito bom, hoje está razoável, a gente espera que amanhã seja melhor, porque amanhã é o dia principal e a gente vende os outros anos, foram muito bons, geralmente no dia mesmo é bem fluido, muito bom.”, relatou a comerciante.
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A expectativa do setor é de que a procura aumente ainda mais na véspera e no dia de São João, quando tradicionalmente as vendas atingem o pico. O vendedor conhecido como Calado do Milho confirma o bom desempenho do comércio junino. Além das espigas vendidas individualmente por R$ 1,00, a chamada “mão de milho” está sendo comercializada por R$ 50. Ele destaca que o milho deste ano apresentou boa qualidade, fator que tem ajudado a impulsionar as vendas.
“As espigas estão a R$ 1,00. Já vendemos bastante hoje. A mão de milho, que são 50 espigas está saindo a R$ 50,00. Aqui chegou esse clima de São João agora, a mercadoria é boa, de qualidade de venda, agora quando é fraca, dá um pouco mais de trabalho pra gente vender. Mas está bom, o milho este ano deu até um milho bom, foi bom de trabalhar com isso”, explicou.
Quem também comemora o movimento é a comerciante Berinha. Ele relata que muitos clientes vêm de outras cidades para garantir o milho das festas juninas. Segundo a vendedora, apenas neste período já foram comercializados dezenas de sacos, cada um contendo cerca de 100 espigas.
“Esses dias aí está muito corrido, é muito movimento. Muita gente de fora também está vindo comprar aqui. Só hoje, já vendemos mais de 40 sacos de milho, que está saindo a R$ 100,00. Já a mão de milho, que é o saco com 50 espigas está saindo a R$ 50,00 e quem quiser levar na unidade, está custando R$ 1,00 ou 4 espigas por R$ 5,00, é um pouco mais caro porque o cliente tem a opção de escolher as maiores e no saco, quando eles tiram da roça, do jeito que vem da roça, a gente só passa para o cliente”, desreveu.