Faeca diz que é hostilizado e secretários têm medo de Márcia

Foto: Farol de Noticias-Licca Lima

O vice-Prefeito de Serra Talhada, Faeca Melo, do Avante, ativou o modo ‘sinceridade’ na manhã de ontem (quarta-feira), durante o programa Falando Francamente, na TV Farol. O vice não fugiu das perguntas e provocações, e acabou revelando que após o ex-deputado Sebastião Oliveira, romper politicamente com a prefeita Márcia Conrado, passou a ser hostilizado por algumas pessoas do governo petista.

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Ao ser questionado se não estava sendo convidado como vice-prefeito, para os eventos públicos do governo, ele foi taxativo.

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“Estou sendo convidado, mas é bom explicar aqui também que, quando tem atos de entrega institucionais, eu recebo convite, não pela prefeita [Márcia Conrado], mas pela assessoria de comunicação. Mas, realmente, eu não estou indo porque eu cansei de ser olhado com hostilidade, entendeu? A gente anda lá, normal mesmo, é constitucional, eu gosto de todos, eu tenho respeito a todos os secretários, à prefeita, quem quer que seja. Eu sempre fui respeitoso. Eles, de certa forma, acredito que me respeitam também, mas eu preferi evitar. Os olhares mudaram, né? Depois do rompimento, os olhares mudaram”, explicou.

PRESSÃO DA PREFEITA

Ainda durante a entrevista, Faeca Melo acabou revelando que há alguns servidores da prefeitura e secretários do governo, que agem como se tivessem medo da prefeita Márcia Conrado.

“Eu vou dizer aqui, normal, sem medo e sem provocar críticas. O gestor de qualquer entidade, seja pública ou particular, procura ter respeito dos seus submissos, subalternos, seus colaboradores. Eu hoje não vejo esse tipo de respeito lá dentro da prefeitura, eu vejo medo dos secretários, de algumas pessoas que fazem parte da coisa pública em si. Eu vejo que têm medo da gestora, eu não vejo respeito mais. É lamentável estar comentando isso, mas é um fato que eu enxergo e lamento muito isso”, disse Melo, dando uma explicação.

“Porque, por exemplo, se você fosse meu chefe, meu patrão, meu gestor, seja lá qualquer coisa, eu teria a obrigação de cumprir metas, de fazer o que tem que fazer no dia a dia. Eu não teria medo de você, eu deveria ter respeito. Na hora que não desse certo, eu chegasse e dissesse: “Não deu certo fazer isso, por causa disso, disso, daquilo ou outro.” Mas não tenho medo de você e procuro fazer de uma maneira que eu não posso, mas, mesmo assim, é uma satisfação que tem que dar, e assim vai. Eu tenho esse olhar em mim mesmo e tudo mais”, reforçou.

Segundo o vice-prefeito, a relação que tem com o ex-deputado Sebastião Oliveira, é a prova que o respeito deve estar em primeiro lugar, e não o medo.

“Para você ver, eu sou aliado de Sebastião há 22 anos, voltei para o grupo desde 1982 até cá. Votei no grupo, continuo no grupo, tenho o maior apreço, o maior respeito por ele, mesmo ele com mandato ou sem mandato, mas, mesmo assim, quando ele [Sebastião] quer as coisas, ele pede, e eu digo se dá para fazer ou não dá, mas sempre sem medo, sem medo de esconder quando não dá para fazer”, disse.

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