Fernando Ferro não esquece ataques de João Campos ao PT

Foto: Farol de Notícias-Licca Lima

Na visita que fez à redação do Farol, na última sexta-feira (25), o ex-deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Ferro, participou do programa Falando Francamente, na TV Farol, e não escondeu a insatisfação em apoiar a pré-candidatura do João Campos, do PSB, ao governo de Pernambuco. Ferro desejava que o PT lançasse candidatura prória, mas foi voto vencido.

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“Eu acho que essa situação é decorrente da postura do PT de abrir mão de ter uma candidatura própria. Eu defendi, eu fazia parte de um grupo minoritário no PT, fomos derrotados, que defendíamos uma candidatura própria. Primeiro turno, segundo turno apoia, se a gente não passar na frente, apoia o mais próximo politicamente nosso. E aí o que aconteceu é que se tirou uma posição, o partido tem uma posição oficial de apoio a João Campos, e eu quero dizer para você que eu vou respeitar a decisão do Partido dos Trabalhadores, mesmo não concordando com muitas coisas do PSB. Até porque eu não posso, de coração, esquecer o que o PSB fez muitas vezes com o PT”, apontou.

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ATAQUE DE JOÃO CAMPOS

Ainda durante a entrevista, ele disse não esquecer os ataques do PSB nas eleições municipais do Recife, com João Campos baixando o nível da campanha.

“O próprio João Campos, ele dizia na eleição municipal que o PT nunca mais, que não ia admitir PT no governo dele, que era um partido de ladrão, ele disse uma vez lá, ele disse até assim, nos nove dedos na mão você não conta pessoas honestas no PT. Olha, isso foram provocações que acontecem na política, que eu até compreendo o calor daqueles debates que aconteceram, mas eu acho que ele como candidato a governador, ele deveria promover pelo menos uma autocrítica desse tipo de comentário. Eu acho que isso aí é um comentário que não ajuda, vai ser explorado inclusive pelos adversários”, disse Fernando Ferro, cravando:

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“Mas o PT, infelizmente, eu acho que está rachado. Acho não, tá. Dos seis prefeitos do PT, quatro estão apoiando. Até o fim rachado, não vai acontecer absolutamente nada. A história dos dois palanques aqui se consolidou, uma parte do governo de Raquel apoia Lula. O Túlio Gadelha lá, anunciando que apoia Lula e tal. Mesmo não tendo uma grande simpatia por essa candidatura do PSB, que não me comove e não me anima muito. Mas eu vou seguir uma decisão partidária. Agora, eu acho que está criada, de fato, uma situação de marcha. É por isso que eu estou… Se você me pergunta, eu estou incomodado com essas posições. Como sou incomodado ver prefeitos do PT apoiando deputados que não são do PT, inclusive alguns que são contra a gente. Alguns que votaram contra Lula”.