Tribuna Livre - Luciano Duque Foto: Laís Gomes - Farol de Notícias
Foto: Laís Gomes – Farol de Notícias

Quem pensa que o deputado Luciano Duque não está ‘antenado’ com os problemas diários de Serra Talhada vai ‘cair do cavalo’. Na disputa pela reeleição, com a missão de revisitar as bases políticas, ele acompanha o cotidiano sócio-político da capital do xaxado diariamente.

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Durante entrevista ao programa Tribuna LIvre, na TV Farol, nessa sexta-feira (24), o deputado questionou a postura do governo Márcia Conrado, do PT, e disse não entender o discurso da prefeita sobre ‘viver o melhor momento’, quando a gestão não cumpre compromissos com fornecedores, que estão sem perspectivas.

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“Eu já vejo vários fornecedores reclamando porque não recebem. Você pega fornecedor com R$ 5 milhões, você pega fornecedor com R$ 1 milhão, você pega fornecedores de 2022. Ainda agora eu vi, esses dias, um cara que fez a topografia da praça do Alto do Bom Jesus, da Rua 4. R$ 20 mil, o cara está desde 2022 sem receber. E, como esses, devem ter centenas de credores que a prefeitura contrata, não paga, e eles ficam vivendo o melhor momento, devendo, e o povo que fez o serviço, ou vendeu, vivendo o pior momento de sua vida, inclusive passando dificuldades. Algumas empresas que eu tenho conhecimento, que venderam e entraram numa crise, porque alavancaram, pegaram crédito, venderam para a prefeitura, entregaram e não receberam”, disparou Luciano, cobrando transparência da ex-pupila.

DRAMA DO LEITE E COMPRA DE COLORAU

Ainda durante a entrevista ao professor Paulo César Gomes, o deputado serra-talhadense fez questão de comentar o dilema recente das mãs atípicas, na luta pelo suplemento alimentar dos filhos.

“Eu estava vendo esses dias a crise do leite. Parece que o leite agora chegou, foi comprado, depois de 6 meses, as mães sofrendo, comprando com dinheiro do bolso, fazendo cotinha para as crianças atípicas. Depois de uma licitação que foi homologada em abril, então de abril para cá já tinha dinheiro para fornecer. Ou não tinha dinheiro, ou talvez as empresas queiram entregar e receber. Como a fama da prefeitura é de perdulária, de não pagar, de caloteira, e as empresas sabem”, dissse o deputado, justificando:

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“Se você tem R$ 49 milhões de débito, o mercado inteiro sabe, todo mundo vê. Então, quando você vem para uma empresa dessa, ou para uma prefeitura dessa, diz: “Olha, lá eles não pagam, não”. Então chega para o tesoureiro e diz: “Olha, o caminhão vai entregar aí mercadoria, agora, na hora que estiver entregando, eu descarrego o carro quando você pagar”. Porque corre o risco, como eu vejo, empresa de Calumbi, a do colorau, né? A do gás de Calumbi, tantas outras que têm. E agora também tem outras cidades, Carnaubeira, os índios devem estar produzindo lá algum produto aí para a prefeitura”.

“Então, aqui tem um negócio aí que a gente não consegue explicar, mas isso não cabe a mim julgar. Cabe aos órgãos de controle e à Câmara de Vereadores fiscalizar”, provocou Duque.