Pré-candidato pela Rede-Psol visita ST em defesa dos professores

Fotos: Licca Lima/Farol

O Programa do Farol no Youtube recebeu, neste sábado (26), o pré-candidato ao senado pela federação Psol-Rede em Pernambuco, o professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Paulo Rubem Santiago. Com um histórico de trabalho e de propostas, desde a década de 1980, em favor das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, em nível municipal, estadual e federal, Rubem detalhou sua plataforma durante o programa fazendo um panorâmica sobre desafios e conquistas da categoria de professores em Pernambuco.

Paulo Rubem foi eleito vereador do Recife (1991–1994), deputado estadual por dois mandatos (1995–2003) e deputado federal por três mandatos (2003–2015). Em seu trabalho parlamentar, Santiago apresentou diversas propostas focadas na valorização profissional, salarial e de carreira dos professores. Toda a sua atuação legislativa conectava o financiamento da educação diretamente à melhoria das condições de trabalho docente.

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“Os mandatos são ferramentas, são peças de uma engrenagem, mas a força maior de transformação dessa sociedade não está nessas ferramentas isoladamente, é como uma locomotiva, a força está na casa de máquinas, a força maior de qualquer mudança vem do povo, dos sindicatos, dos sem-terras, dos médicos, dos professores e professores que têm compromisso com esse projeto coletivo”, disse Rubem analisando criticamente o sistema político brasileiro:

“Ora, sem dúvida o sistema político brasileiro é um sistema falido, um sistema que grandes partidos que representam as classes ricas querem continuar mandando. São os partidos que têm o maior fundo partidário e que são o retrato do seu dinheiro para campanha passada. Então, quem tem mais votos e elege mais deputados federais vai ganhar mais dinheiro ainda na próxima eleição. Então você cria um sistema que é um bola de neve para os mais ricos e os partidos que não são ricos, que não tem vínculos com a burguesia, com os grandes fazendeiros, com os bancos, com o sistema financeiro, têm muita dificuldade para fazer uma campanha chegar a todos os domicílios e todos os lares”.

EM FAVOR DO PROFESSORES

Durante a entrevista ao Programa do Farol, o pré-candidato da Rede-Psol ao senado detalhou seu trabalho pontuando:

  • Vinculação de Recursos para Salários: Paulo Rubem faz uma defende ativamente regras no Fundeb para garantir que a maior parcela dos fundos públicos fosse carimbada exclusivamente para o pagamento de salários e planos de carreira do magistério, evitando que prefeitos e governadores desviassem as verbas para outras despesas.
  • Defesa dos Planos de Cargos e Carreiras: Detalhou sua atuação tanto no plano nacional quanto nas bases em Pernambuco, contra as reformas administrativas que tentavam achatar as tabelas salariais e retirar direitos históricos baseados no tempo de serviço e na qualificação acadêmica
  • Garantia de Concursos Públicos: Protocolou emendas e discursos cobrando a obrigatoriedade de concursos públicos para professores, posicionando-se de forma muito crítica contra a precarização gerada pela contratação em massa de professores temporários de forma terceirizada ou por contratos precários
DEFESA DO FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
Ainda, durante a entrevista ao Farol, Rubem fez uma defesa veemente do financiamento da educação básica e garantindo que vai levar essa pauta para o Senado caso seja eleito. Dentre outras demandas, ele citou:
  • Combate às Metas Fiscais: Como autor do livro “O Superávit Primário e o Financiamento Federal da Educação Básica no Brasil” (2021), Rubem explicou na entrevista como a política fiscal brasileira historicamente prioriza o capital rentista em detrimento do investimento nas escolas públicas.
  • Atuação Legislativa e o PNE: Durante a entrevista, Rubem detalhou sua luta na Câmara dos Deputados como membro ativo da Comissão de Educação, debatendo diretamente a aplicação de 10% do PIB para o setor no Plano Nacional de Educação (PNE).
  • Propostas de Fontes Alternativas: Na conversa, também falou de projetos de lei visando redirecionar receitas públicas (como lucros acumulados da União de exercícios anteriores) para o custeio exclusivo da educação básica, tentando blindar o setor de contingenciamentos.

ASSISTA À ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NO VÍDEO ABAIXO