Os casarões de Serra Talhada estão sumindo e com eles, a memória

Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol

A coluna “Viagem ao Passado” deste domingo traz parte do valioso acervo do professor Dierson Ribeiro, pesquisador que há anos se dedica à preservação da memória fotográfica e documental de Serra Talhada. A imagem acima destaca o casarão que serviu de refúgio ao coronel José Pereira, líder político paraibano que, em 1930, comandou a célebre “Revolta de Princesa”.

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Após os acontecimentos que marcaram aquele conflito, José Pereira encontrou uma espécie de exílio em Serra Talhada, ficando entre a zona urbana e a zona rural.

Sua trajetória continua despertando o interesse de historiadores e pesquisadores, que ainda hoje estudam os desdobramentos políticos da revolta, considerada um dos episódios mais significativos da história da Paraíba e do Brasil durante a década de 1930.

Outros casarões que aparecem nas fotografias pertenceram a: Dona Zefinha Gomes, a Alfredo Domingos, que posteriormente passou a ser propriedade de Valme Olavo, também merece destaque a residência de Enock Ignácio, que inicialmente serviu como casa paroquial, o emblemático e imponente casarão do Barão do Pajeú.

Os outros prédios históricos pertenceram a Quinzeiro Melo e a Manoel Alves de Carvalho Barros. Infelizmente, todas essas riquezas arquitetônicas hoje só existem em fotografias e nas lembranças de poucos serra-talhadenses.

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