Passeio na mula Janja e a lagoa mal-assombrada, Ananias revela surpresas

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O caso eu conto, como o causo foi.

Nos finais de semana costumo passear nas redondezas da Fazenda Icós-Serra Talhada-PE, sempre nessas cavalgadas, minha preferência é montar na mula JANJA. No Domingo saimos para aquele maravilhoso passeio, eu e o amigo Jorginho Vaqueiro. Era mês de julho, festa de Santana, depois de visitar a capela do padroeiro Padre Cícero no povoado Macambira.

Já de volta, e no trajeto fazendo aquelas paradas obrigatórias nas bodegas tradicionais para bater a sela, e lógico tomar aquela cachacinha acompanhada daquele gostoso tira gosto da nossa culinária matuta. Parada feita, pé na estrada, já à tardinha, escurecendo, chegando na porteira da Fazenda, resolvemos dar uma esticada até o restaurante do posto do trevo de Floresta, que fica a 4km para lavar a prensa tomando uma cervejinha.

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Ao trafegar na lateral da BR-232, a mula espantou-se com um caminhão, então desisti e mandei Jorginho pegar as cervejas no posto, e segui para Fazenda.

Ficando esperando Jorginho conforme o combinado, já passsava das 8 horas da noite, a Lua nova a noite um pouco escura, e nada de Jorginho chegar, fiquei preocupado, e logo comecei a me lembrar dos relatos que os mais velhos contavam sobre os mistérios da lagoa seca, que era um lugar pesado, estranho de vegetação baixa, me lembro que meu pai e tio Eliseu, falavam de uma mulher de branco que aparecia por lá, dava até medo e arrepiamento na gente quando escultava aquelas conversas.

Essa história Jorginho não sabia.

Então de repente avistei a égua de Jorginho chegar relinchando sozinha chamei por Jorginho, mas ele não respondeu.

Passado um tempinho, Jorginho chegou todo assanhado, apavorado, sem poder nem falar, eu disse tenha calma, o que foi que aconteceu?

Ele disse uma mulheer, eu disse que mulher? Ele disse uma mulher de branco atravessou na estrada quando eu ia passando na lagoa próximo ao pé de umbuzeiro, a égua emperrou, a mulher montou na garupa da égua colocou as mãos geladas nos meus ombros, eu fiquei nervoso,arrepiado, gritei! cutuquei a égua com as esporas, ela empinou saltou, me derrubando junto com as cervejas, esbagaçou tudo, saiu desembestada, eu emendei também, saí em toda disparada, foi a maior carreira de minha vida; nunca mais passo sozinho naquela lagoa.

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No dia seguinte fomos cedinho no local, as cervejas estavam todas intactas dentro da sacola.

Moral da história, nunca ande em lugar mal-assombrado a noite sozinho.

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