Permissionários da feira livre de Serra Talhada cobram uma atuação mais efetiva da gestão municipal e do Ministério Público diante da presença de comerciantes que, segundo eles, estariam ocupando calçadas e trechos das ruas para vender produtos.
Na manhã desta segunda-feira (24), comerciantes do pátio da feira livre enviaram a reportagem do Farol de Notícias, vídeos que mostram vários vendedores trabalhando nas calçadas do pátio da feira de locais próximos ao espaço que é destinado as vendas.
A categoria, representada pelos comerciantes Ana Maria, Emerson e Júnior, afirmam que não são contra a presença dos vendedores, mas defendem que eles sejam direcionados para espaços disponíveis dentro da própria feira. Os permissionários também aguardam uma audiência com a promotoria para apresentar imagens e discutir uma solução viável em relação a problemas anteriormente apresentados.
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“Não tem problema nenhum que o pessoal venha comercializar aqui. Mas que vá para o ponto certo, dentro da feira livre. O secretário pode liberar bancas para eles trabalharem lá. Agora, nas calçadas e nas ruas, não pode. É isso que está deixando a gente indignado. A gente trabalha no local certo e quer que todos tenham o mesmo tratamento”, afirmou Ana Maria, representante dos comerciantes.
Segundo ela, uma das situações ocorre na área conhecida como “rua do peixe”, na Rua 15 e na calçada do próprio pátio da feira. Os permissionários defendem que comerciantes de outras localidades sejam encaminhados para bancas e boxes desocupados dentro da feira, evitando a ocupação das calçadas e ruas. A categoria aguarda o agendamento de uma reunião com a promotoria para tratar do assunto.
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OUTRO LADO
A reportagem do Farol de Notícias entrou em contato com o Secretario de Desenvolvimento Econômico Elyzandro Nogueira, que afirmou estar ciente do problema e disse que a situação já foi relatada no grupo de trabalho criado pela gestão. Segundo ele, o Ministério Público também foi acionado, inclusive após sua ida ao órgão acompanhando os feirantes.
O MPPE teria emitido uma recomendação para que seja adotada uma resolução capaz de garantir um comércio ambulante mais organizado e fiscalizado. O secretario ressaltou ainda que a secretaria não possui poder de fiscalização nem poder de polícia para realizar apreensões.

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