Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias
Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Comerciantes da Praça Sérgio Magalhães, no centro de Serra Talhada, reclamam da forma como as barracas foram distribuídas durante o período da Festa de Setembro. Segundo eles, a ocupação acaba comprometendo a circulação de clientes, a visibilidade das fachadas e até as condições de trabalho dentro dos estabelecimentos.

O proprietário de uma farmácia, Jean Welber de Lorena Sá, conversou com a reportagem do Farol de Notícias na manhã desta quinta-feira (3), e relatou que o problema se repete todos os anos. De acordo com ele, as barracas são montadas muito próximas às lojas e acabam bloqueando a visão e o acesso aos estabelecimentos comerciais.

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“Todos os anos deixam as barracas de duas em duas, avançando um pouco para cada lado. Só que, dessa forma, acaba tapando a visão das lojas. O cliente não consegue enxergar direito o comércio e também fica prejudicada a circulação. Não é uma reclamação somente da minha loja, mas de outros comerciantes que também ficam com a fachada escondida. A gente entende que as festividades precisam acontecer, mas é necessário organizar de uma forma que não prejudique quem trabalha aqui durante o ano inteiro”, explicou Jean.

Além da falta de espaço e visibilidade, o comerciante também chama atenção para problemas de higiene provocados pelo uso inadequado das áreas próximas às lojas. Segundo ele, restos de alimentos, água utilizada nas barracas e até urina acabam deixando mau cheiro no local.

“Tem também a questão do fedor. Jogam lavagem, urinam aqui e fica tudo desorganizado. À noite colocam esses panos e, durante o dia, a situação fica ainda pior porque o calor entra direto nas lojas. A gente fica trabalhando com a porta aberta, tentando atender os clientes, mas com toda essa situação fica complicado. O que a gente está pedindo é organização, para que as barracas não ocupem toda a frente das lojas e para que os comerciantes também tenham condições de trabalhar”, afirmou.

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