
A comerciante Maria Elizabeth Rufino de Barros, denunciou na manhã desta sexta-feira (11), as condições de limpeza e conservação da Concha Acústica, onde mantém seu estabelecimento. Segundo ela, a situação tem dificultado o funcionamento do comércio, principalmente por se tratar de um restaurante, no centro de Serra Talhada.
Elizabeth afirma que a limpeza do espaço é feita diariamente por sua equipe, mas que o local volta a ficar sujo, com lama, mau cheiro e urina. Ela também reclama da presença constante de pessoas que utilizam o espaço para fazer necessidades fisiológicas. A comerciante relatou ainda que precisou procurar a prefeitura para cobrar uma intervenção. De acordo com ela, funcionários chegaram ao local após a reclamação, mas a situação continuou gerando transtornos.
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“Eu acabei de limpar, que eu limpo todos os dias, e fazem um negócio desse. Como é que a pessoa vai manter um comércio, principalmente de restaurante, estar aqui num lugar desse, numa praça dessa, abandonada desse jeito? Ainda fazem isso com a gente. Não existe. Durante todos os dias da festa estava assim também. A gente vem limpando, faz o que pode, e a menina já limpou isso daqui tudo hoje. Agora ela vai ter que limpar de novo o que a própria prefeitura sujou. Não existe isso. Está impossível trabalhar aqui”, afirmou.
Segundo a trabalhadora, o problema também envolve a permanência de moradores no local ao longo de todo o dia. Ela diz que a situação já provoca conflitos quando comerciantes tentam fazer a limpeza ou impedir que determinadas áreas sejam utilizadas para necessidades fisiológicas. Para ela, a falta de manutenção vem se somando a outros problemas e tornando cada vez mais difícil manter o estabelecimento funcionando no local.
“Já aumentou de novo a quantidade de moradores em situação de rua. Eles ficam ali o dia todo. A gente já tem essa luta diária para manter tudo limpo. Ali não pode mexer, porque eles fazem o lugar deles para fazer as necessidades. E, se for mexer, arruma confusão. É um problema atrás do outro. A gente tenta, tenta, tenta. Vamos mais uma semana, mas aí aparece outro problema. E a própria Prefeitura faz um negócio desse. Está impossível”, concluiu.
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