Servidora denuncia pressão e ameaças em escola municipal de ST e direção responde
Foto: Vinícius Campos/Farol de Notícias

Uma funcionária da escola municipal José Rufino Alves, no bairro Caxixola, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias na manhã desta terça-feira (15), alegando episódios de pressão psicológica, ameaças e outros problemas que, segundo ela, estariam afetando servidores contratados e até mediadores que atuam na referida unidade de ensino.

Segundo a funcionária, o ambiente de trabalho teria se tornado insustentável. Ela afirma que servidores contratados evitam conversar sobre os problemas por medo de perder o emprego e relata que teria sido ameaçada após vender alimentos durante o horário de lanche dos professores para complementar a renda.

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“O que está acontecendo aqui é o seguinte, muitos contratados estão sofrendo pressão psicológica, porque eles trabalham e não podem conversar com ninguém, que se conversar é quase, é ameaça que no final do ano não vai estar mais ninguém, porque simplesmente é contratado e que a prefeita vai tirar, e também ameaça que tudo que a pessoa conversar no telefone, a pessoa vai ser desmascarada, porque ela liga para uma ou duas pessoas e o telefone diz que é entregue, ela sabe muito bem de onde saiu”, relatou a funcionária pedindo para ter a identidade preservada.

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No depoimento, a servidora pediu que sejam adotadas providências para apurar as denúncias. Entre as sugestões apresentadas estão a realização de uma ouvidoria e de uma auditoria na escola, com a escuta de funcionários, alunos e mediadores.

Ela também mencionou outras situações que, segundo seu relato, precisariam ser investigadas, como possíveis problemas envolvendo a merenda escolar e a presença de pessoas que estariam fazendo cobranças aos funcionários.

“Eu só queria pedir para se puder conversar com o secretário Edmar, converse, mande pedir uma ouvidoria e uma auditoria lá na escola e pode falar com o aluno, pode falar com o funcionário e com o mediador, até o mediador estão odiando trabalhar na escola porque diz que não aguenta mais tanta pressão, é 10 horas da noite ela enfiando o áudio nos ouvidos da gente, nem dormir direito não pode, nem dormir direito não pode, ela está tirando a paz da comunidade escolar”, afirmou a funcionária.

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OUTRO LADO

A reportagem do Farol de Notícias acionou a gestora da referida instituição de ensino, que afirmou que as acusações não procedem. A diretora afirmou ainda que a unidade de ensino está aberta para qualquer fiscalização de qualquer órgão competente. Por fim, ela afirmou que recebe com surpresa tais afirmações e que irá tomar as devidas medidas cabíveis